Brasília

Audiência pública nos EUA discute tarifas aos produtos brasileiros

Audiência pública nos EUA discute tarifas aos produtos brasileiros


Mais de 4.000 produtos brasileiros podem ser impactados pelo tarifaço de 37,5% dos Estados Unidos contra o Brasil. Segundo a CNI, a Confederação Nacional da Indústria, isso equivale a quase U$ 15 bilhões em exportações brasileiras. O tarifaço está em discussão numa audiência pública em Washington, marcada para esta segunda e terça-feira. Segundo a CNI, entre os produtos que podem ser afetados estão ferro-gusa, usado na fabricação de aço, madeira, granito, açúcar de cana, tabaco, entre outros. O Brasil é o país que mais vende esses itens aos Estados Unidos. O presidente da CNI, Ricardo Alban, diz que em termos econômicos e técnicos esse tarifaço não tem o menor sentido.

“É porque, como todos sabemos de cor e salteado, o Brasil é deficitário na balança comercial com os Estados Unidos. Nós temos, nas nossa relação, uma relação de complementaridade e capital importância para ambos os lados. Para ter uma ideia, cerca de 11 dos 13 maiores produtos de exportação que serão afetados, o Brasil é o principal fornecedor para os Estados Unidos, ou seja, também afeta os interesses americanos.”

Na audiência pública norte-americana, o Brasil vai ser representado por setores do agronegócio, como arroz e café, etanol, calçados, entre outros. O embaixador Roberto Azevedo vai falar em nome da CNI, que acompanha o caso de perto, diz Alban.

“Repor produtos manufaturados sempre é muito mais complexo do que repor commodities no mercado internacional, porque eles têm especificações de cada país, de cada região, de cada demanda para que a gente possa compor. Isso nos preocupa bastante, e é por isso que nós estamos desprendendo todos os esforços possíveis para termos o melhor resultado também possível. É um desafio grande.”

São duas taxas: uma de 25% com base numa investigação comercial por supostas práticas anticompetitivas em que um dos alvos é o Pix. A outra, de 12,5%, foi proposta com base na acusação de que o Brasil não fiscalizaria a importação de produtos feitos com trabalho forçado. A decisão final está marcada para sair no dia 15 de julho. 




Fonte GDF