Policiais Federais participam da segunda fase da Operação Anafóra, que mira um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao desvio de verbas públicas, principalmente recursos destinados à saúde.
Nesta terça-feira (30), os agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos, quatro investigados possuem foro por prerrogativa de função, mesmo após o fim dos mandatos. As diligências acontecem em endereços no Rio de Janeiro, em Niterói, na Região Metropolitana, e em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Durante a operação, os policiais encontraram quantias em dinheiro em uma sala de uma empresa ligada ao principal suspeito, em Xerém, distrito de Duque de Caxias. De acordo com a PF, o montante estava escondido embaixo de um sofá.
As apurações sobre o esquema de lavagem de dinheiro ganharam força após a primeira etapa da operação, realizada em 2022. Segundo a Polícia Federal, foi constatado que alguns dos investigados mantinham patrimônios registrados em nome de terceiros, realizavam gastos incompatíveis com a renda declarada e participavam de negociações relacionadas ao mercado imobiliário.
Os investigadores também apuram a possível utilização de laranjas para ocultar a verdadeira propriedade de bens e dificultar o rastreamento dos recursos.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de organização criminosa, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal informou que novas acusações podem surgir à medida que as investigações avancem e mais elementos sejam analisados.

