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Copa: Brasileiros ocupam Ponte do Brooklyn, em Nova York – 14/06/2026 – Esporte

No dia seguinte ao frustrante empate da seleção brasileira na estreia da Copa do Mundo

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No dia seguinte ao frustrante empate da seleção brasileira na estreia da Copa do Mundo com Marrocos, por 1 a 1, torcedores brasileiros mostraram novamente capacidade de mobilização nos Estados Unidos.

Neste domingo (14), milhares ocuparam a Ponte do Brooklyn, um dos mais tradicionais pontos turísticos de Nova York.

Ainda que os organizadores não tenham divulgado um número oficial de participantes —assim como as autoridades locais—, a caminhada cumpriu o objetivo prometido, de marcar presença de ponta a ponta.

Capitaneado pelo Movimento Verde Amarelo, a torcida oficial da seleção canarinho, que convocou o ato antes mesmo do jogo de estreia do Brasil, o evento também evidenciou um problema recorrente do grupo.

Apesar da mobilização, o repertório segue excessivamente dependente de poucas músicas, quase sempre ancoradas nas conquistas do passado, com provocações a rivais e repetidas à exaustão.

Antes da Copa do Mundo, o Movimento conseguiu apoio da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para obter ingressos para as partidas e reunir integrantes das principais torcidas dos clubes brasileiros.

A ideia era fazer com que essa união pudesse se traduzir em uma torcida mais contagiante nas arquibancadas.

Repertório escasso

Pelo menos por enquanto, esse objetivo parece distante. Assim como ocorreu no confronto com os marroquinos, o repertório entoado no Brooklyn girava em torno de poucas músicas.

A mais contagiante faz referência aos cinco títulos mundiais do Brasil.

“É, em cinco-oito foi Pelé

Em meia-dois foi o Mané

Em sete-zero, o esquadrão

Primeiro a ser tricampeão

Ô, 94, Romário

2002, Fenômeno

Primeiro tetracampeão

Único penta é o Brasilzão!”

A torcida também gosta de entoar provocações a rivais, como na música em que exalta os mil gols de Pelé, com referências a Maradona, e na melodia em que destacam Neymar. “Cristiano Ronaldo veio pra passear. Messi é o ca… Nós temos Neymar!”, diz um trecho.

O camisa 10 da seleção brasileira é o único jogador do atual elenco que tem seu nome citado em uma das músicas mais frequentes entre os torcedores verde e amarelo, em um sinal que evidencia a desconexão do atual elenco canarinho com a própria torcida.

Isso, segundo os participantes, não muda a empolgação com a seleção. Nem mesmo o empate na estreia do Mundial afetou isso.

“Foi só o primeiro jogo”, disse Marina Martins, 34, cirurgiã plástica, que foi ao jogo e ao evento na ponte com a amiga Ana Carvalho, 38, também cirurgiã. “A gente confia na nossa seleção, e Marrocos era o mais difícil da nossa chave”, afirmou Marina.

As duas chegaram ao local por volta das 14h (horário local), pouco antes da concentração oficial, prevista para as 15h, em frente ao prédio da Prefeitura de Nova York, no City Hall Park, ponto que marca também o acesso à passarela de pedestres da Ponte do Brooklyn, entre a Centre Street e a Park Row.

Nesse ponto, antes de iniciar a travessia de 1,8 km, os torcedores começavam o “esquenta”, com samba e funk, antes de entoar as melodias sobre a seleção brasileira.

Acompanhados de perto pelo policiamento da cidade, os torcedores usaram somente a parte da ponte destinada a pedestres, mas também houve reflexo no trânsito da região, já que muitos condutores de veículos reduziam a velocidade para tirar fotos e acenar para os torcedores.

Como os brasileiros conseguiram ocupar todo o trajeto, também foi possível notar algumas dispersões.

Quem estava longe do grupo com instrumentos musicais facilmente se distraía com a bela paisagem que a ponte proporcionava. Entre fotos e vídeos, o silêncio reinava em alguns momentos.

Depois da travessia na Ponte do Brooklyn, semelhante ao evento na Times Square na véspera do jogo contra Marrocos, a torcida brasileira vai organizar agora ações na Filadélfia, próximo destino da seleção brasileira, palco do confronto com o Haiti na sexta-feira (19), no estádio Lincoln Financial Field.



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