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Copa do Mundo: O número 6 na Copa de 2026 – 10/06/2026 – O Mundo É uma Bola

Este texto é para quem acredita ou tem interesse na numerologia. Se não é o seu caso,

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Este texto é para quem acredita ou tem interesse na numerologia. Se não é o seu caso, pule-o.

As Copas do Mundo são sempre realizadas em anos pares, assim como os Jogos Olímpicos. Por que o desprezo pelos anos ímpares? Pergunta assim respondida: não é desconsideração, é casualidade.

Idealizados pelo Barão de Coubertin, um francês, os Jogos Olímpicos da Era Moderna começaram em 1896, na Grécia, e calharam de ter início em um ano par. A primeira Copa do Mundo, decidiu a Fifa, então comandada pelo francês Jules Rimet, realizar em 1930, no Uruguai. E assim foi, cada evento a cada quadriênio.

A Copa do Mundo deste ano, co-organizada por três países (EUA, México e Canadá) e que começa nesta quinta-feira (11) no estádio Azteca, na Cidade do México, termina em ano 6.

O 6 é um número comum, igual aos outros nove conhecidos como algarismos indo-arábicos, mas torna-se peculiar por alguns aspectos, e entre eles não está o fato de ser o dia do meu aniversário nem o do aniversário de Wesley, lateral direito cortado do Mundial por lesão.

Tornar o Brasil hexacampeão, seis vezes campeão, é o que os nossos jogadores querem, e terão a partir de sábado (13), na estreia contra Marrocos, chance para atingir esse objetivo. Pois seis é o número de estrelas que os brasileiros querem ver na camisa da seleção.

Estamos, o Brasil, empacados no cinco desde 2002, e esta será a sexta oportunidade que a seleção nacional terá de desempacar, fracassada que foi em cinco Copas consecutivas, a primeira delas terminada em 6 (2006).

Das 22 edições de Copas do Mundo realizadas, apenas três caíram em ano com final 6. A raridade explica-se porque, como a Copa começou em 1930 e passou a ser realizada a cada quatro anos, o ano encerrado em 6 ficou por último na fila.

E quando chegou a primeira vez dele, teve de esperar, pois 1946, com a Segunda Guerra Mundial em andamento, não teve Copa.

A primeira vez do 6 aconteceu só em 1966, quando o Brasil, campeão em 1958 e em 1962, sucumbiu de forma vexatória, caindo na fase de grupos, com Pelé apanhando para valer dos portugueses na partida da eliminação. Inglaterra, anfitriã, campeã.

Na segunda vez do 6, em 1986, no México, a seleção brasileira vinha bem, com quatro vitórias nas quatro partidas iniciais. Veio a França nas quartas de final. Vieram os pênaltis. Nova eliminação. Argentina, de Maradona, campeã.

Na terceira e mais recente vez do 6, em 2006, na Alemanha, o quarteto mágico formado por Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Adriano Imperador e Kaká encontrou de novo os franceses, de novo nas quartas de final, e, 0 a 1 no placar, de novo para o Brasil uma eliminação. Itália, nos pênaltis, campeã.

Vitoriosa em Mundiais com outros números no final –venceu duas vezes no 2 (1962 e 2002) e uma no 0 (1970), no 4 (1994) e no 8 (1958)–, a seleção brasileira nem perto chegou da decisão nos anos findados em 6.

Isso em Copa do Mundo. O final 6 sorriu para o Brasil nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, com o triunfo nos pênaltis diante da Alemanha, no Maracanã.

Da seleção atual, estavam naquela equipe medalha de ouro Neymar (capitão), Marquinhos, Douglas Santos e Weverton. Todos titulares. No time de 2026, só Marquinhos (capitão) é.

O 6 tem história pra contar. Teve até jogador usando-o na camisa que marcou gol de título em final de Copa: o espanhol Iniesta, em 2010.

Vai que neste 2026 seja o 26 do Brasil (Rayan) a, saindo do banco, quebrar esse jejum brasileiro?

Nunca liguei para numerologia. Se o escrito acima ocorrer, dobro-me a ela.


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