quinta-feira 28, maio, 2026 - 2:04

Brasília

Caso Henry Borel: psiquiatra aponta traços de psicopatia em Jairinho

O terceiro dia do julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr

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O terceiro dia do julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e da professora Monique Medeiros, mãe e padrasto do menino Henry Borel e acusados da morte da criança em 2021, foi marcado pelo depoimento do psiquiatra Rafael Bernardon como testemunha da acusação.

De acordo com o médico, Jairinho possui características de um psicopata, e os traços de sua personalidade indicam comportamento de quem sente satisfação em praticar atos fora dos padrões de normalidade. O especialista não teve contato direto com os dois e usou como base para sua avaliação entrevistas e depoimentos concedidos por eles, além de conversas com pessoas que conviveram com o casal.

O psiquiatra relatou ainda que duas mulheres que tiveram relacionamentos anteriores com Jairinho relataram agressões contra os filhos delas, como fraturas, torções e até mesmo afundamento em uma piscina. Ele disse também que Monique Medeiros não teve instinto de preservar o próprio filho ao saber das violências que o menino sofria.

Defesas contestam depoimento

O depoimento foi contestado pela defesa dos réus. O advogado de Jairinho, Rodrigo Faucz, alegou que o médico não poderia se manifestar sobre pessoas que não entrevistou. Já a defesa de Monique Medeiros pediu a rejeição do testemunho, também sustentando que o médico não poderia traçar o perfil psicológico dos réus sem ter tido contato com eles.  A juíza Elizabeth Machado Louro, que preside o Tribunal do Júri, negou o pedido.

Ao todo, o julgamento conta com 27 testemunhas de acusação e de defesa. A decisão do júri será tomada por sete jurados. A expectativa é que as oitivas durem cerca de uma semana. Jairinho e Monique são acusados de homicídio, tortura e fraude processual, entre outros crimes.

*Com informações da Agência Brasil




Fonte GDF

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