quarta-feira 27, maio, 2026 - 19:00

Brasil Hoje

Bancos da Argentina e Brasil entram em ativos digitais via custódia

Os bancos do Brasil e da Argentina estão chegando ao mercado de ativos digitais pela mes

image_printImprimir


Os bancos do Brasil e da Argentina estão chegando ao mercado de ativos digitais pela mesma porta: a custódia. No Brasil, as novas resoluções do Banco Central criaram três modalidades formais de operação para prestadores de serviços de ativos virtuais (intermediárias, custodiantes e corretoras), tornando a custódia uma função regulamentada e separada. Na Argentina, o Banco Central (BCRA) finalizou um marco regulatório que permite aos bancos comerciais oferecer serviços de negociação e custódia de criptoativos, com entrada em vigor esperada para este mês de maio, revertendo a proibição imposta em 2022. Em ambos os países, a porta de entrada escolhida pelos reguladores e pelas próprias instituições é a mesma: primeiro a custódia, depois todo o resto.

A custódia é geralmente o ponto de partida e de menor risco regulatório para um banco que quer começar a oferecer serviços em cripto, e é o que torna possível expandir para novas ofertas, como negociação, tokenização, staking, stablecoins, gestão de tesouraria e liquidação.

O mercado brasileiro de criptomoedas movimentou mais de R$ 500 bilhões em 2025, segundo o Banco Central, e a principal tendência identificada foi exatamente a migração da custódia privada para as instituições financeiras tradicionais.

Em finanças tradicionais, os bancos sempre foram o principal lugar para guardar ativos como ações, títulos ou ouro. Na prática, quem investe nesses mercados depende das instituições financeiras para fazer essa custódia.

No mercado de criptoativos, a lógica é diferente. Os investidores podem armazenar seus próprios ativos em carteiras digitais, incluindo cold wallets, sem precisar de um banco ou intermediário. Isso faz com que as instituições financeiras precisem oferecer mais do que apenas segurança para convencer alguém a deixar seus ativos sob custódia institucional.

O diferencial está nos serviços que essa infraestrutura permite acessar. Se os ativos estiverem sob custódia de uma instituição, o cliente poderá utilizar soluções como negociação, staking, tokenização, pagamentos, gestão de tesouraria e operações com stablecoins. Por isso, a custódia precisa ser uma prioridade nas estratégias dos bancos que estão fazendo a convergência para o mercado de ativos digitais.

Mike Schwitalla, Chief Commercial Officer da Crypto Finance, afirma: “No mercado de ativos digitais, os bancos não competem apenas entre si, mas também com a possibilidade do próprio cliente guardar seus ativos em uma carteira digital. Por isso, a custódia precisa oferecer algo além da proteção dos ativos: ela precisa permitir que o cliente acesse serviços e operações que não conseguiria executar sozinho com a mesma proporção, integração e eficiência. É a partir dessa infraestrutura que se viabilizam iniciativas como staking, tokenização, pagamentos e gestão de liquidez dentro do ambiente bancário.”

A Crypto Finance, empresa do Grupo Deutsche Börse, é especializada em infraestrutura institucional para ativos digitais e atua exatamente entre a decisão de um banco de entrar no mercado cripto e a capacidade técnica de fazê-lo de forma segura, regulamentada e escalável. A empresa oferece custódia, corretagem e liquidação para instituições financeiras que não querem desenvolver essa infraestrutura internamente, mas precisam dela para atender seus próprios clientes. É a mesma lógica que rege os parceiros tecnológicos do sistema bancário tradicional, aplicada ao universo dos ativos digitais.

Fonte: Crypto Finance





Source link

Leave A Comment