segunda-feira 27, abril, 2026 - 16:12

Brasília

Maioria aprova exigência de exame toxicológico para primeira CNH

86% dos brasileiros apoiam a exigência de exame toxicológico para candidatos à prime

image_printImprimir


86% dos brasileiros apoiam a exigência de exame toxicológico para candidatos à primeira carteira de habilitação nas categorias A e B. Isso é o que mostra uma pesquisa de opinião, encomendada pela Associação Brasileira de Toxicologia. A pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos-Ipec ouviu 2 mil pessoas em 129 municípios do país. 

Ao menos oito em cada dez entrevistados se declararam favoráveis ao exame em todas as regiões do país. A proporção se mantém quando analisado o gênero e a escolaridade dos participantes.

Além de contribuir para a segurança no trânsito, a pesquisa indica ainda que, para 68% dos entrevistados, a aplicação do exame contribui para o combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado, enquanto 69% acreditam que o exame pode ajudar a reduzir a violência doméstica provocada pelo consumo de álcool e outras drogas.

O exame para as categorias A e B foi incluído no Código de Trânsito Brasileiro está em vigor desde dezembro do ano passado. A Carteira Nacional de Habilitação de categoria A é exigida para conduzir motocicletas, motonetas e ciclomotores, enquanto a categoria B inclui automóveis, utilitários e caminhonetes. O exame toxicológico já era exigido desde 2015 para motoristas profissionais que conduzem veículos das categorias C – referente aos condutores de caminhões, D – ônibus e vans e E para motoristas de veículos com reboque.

Apesar da sanção da lei, o Ministério dos Transportes informou em nota que a implementação da exigência para as categorias A e B está em fase de avaliação. Entre os pontos avaliados estão o impacto ao cidadão, a capacidade da rede laboratorial para atendimento da demanda, os fluxos do processo de habilitação, possíveis reflexos na segurança viária e a integração aos sistemas existentes.

Até a publicação de norma complementar pelo Contran, permanece a orientação aos Detrans estaduais para que não seja exigido o exame toxicológico na primeira habilitação das categorias A e B.

*Com informações da Agência Brasil




Fonte GDF

Leave A Comment