O período de vacinação contra o HPV (papilomavírus humano) para jovens entre 15 e 19 anos foi prorrogado e agora vai até 31 de dezembro deste ano. Essa é a principal forma de prevenção da doença, combinada a outros meios de proteção, como o uso de preservativos, que reduzem o risco de transmissão.
O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha, explica que a vacina tem eficácia contra o vírus e potencial para eliminar casos de câncer de colo do útero.
“Cada vez mais a gente tem dados de vida real da utilização da vacina, mostrando uma proteção muito importante, tanto que a meta da Organização Mundial de Saúde (OMS) é eliminar os casos de câncer de colo de útero. Que isso, assim, vai ser possível com a utilização ampla da vacina. É uma vacina que tem se mostrado muito eficaz. Então, os países que utilizam há mais tempo observaram uma diminuição muito importante.”
O HPV é uma infecção sexualmente transmissível muito comum no mundo e afeta a pele e as mucosas. O vírus tem mais de 200 tipos, os chamados “oncogênicos” e os não oncogênicos. Como explica o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha.
“Os oncogênicos é que causam câncer e são os principais causadores, por exemplo, de câncer de colo de útero, mas também causam câncer de vulva, de vagina, de ânus, de pênis, são causadores de vários tipos de câncer em várias localizações, mas em especial da área genital. E os não oncogênicos causam as verrugas genitais chamadas condilomas.”
Para se vacinar, basta procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou um posto de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). A imunização é indicada para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Mas, para “resgatar” aqueles que passaram dessa faixa etária e não se vacinaram, a campanha também está aberta para jovens entre 15 e 19 anos.
Além desse grupo, os postos estão autorizados a vacinar pessoas que vivem com HIV, transplantados, pacientes oncológicos, usuários de PrEP e pessoas com papilomatose respiratória recorrente.

