A nova geração da TV aberta no país, conhecida como TV 3.0, foi destaque em uma live promovida nesta quarta-feira (1º) pela EBC, Empresa Brasil de Comunicação, da qual a Rádio Nacional faz parte. No evento, foram apresentadas as funcionalidades da nova tecnologia, que já está no ar, em caráter experimental, nas cidades de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.
É necessário ter um kit conversor que adapta os televisores atuais para a nova tecnologia, com definição maior de imagem e de som e conexão à internet. O preço médio do equipamento é de R$ 700.
No evento, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, explicou que a indústria ainda está se estruturando e que um novo PPB, Processo Produtivo Básico, será lançado para incentivar a indústria nacional.
“Com incentivos para que esses fabricantes possam produzir esses equipamentos dentro daqueles requisitos técnicos que foram definidos no decreto presidencial. Para que a gente possa garantir a produção no Brasil com essa nova tecnologia, porque esse é o primeiro local no mundo que está sendo desenvolvida essa tecnologia para a TV aberta no Brasil. Então, é tudo muito novo. São diversos fatores que impactam no produto final, tanto no preço do conversor quanto no preço da nova TV”.
Canais se tornam aplicativos
Na TV 3.0, os canais de televisão se tornam aplicativos. Além da programação linear, eles também oferecem programas que podem ser assistidos pelos telespectadores, assim como acontece nos serviços de streaming. A tecnologia também permite a participação do público, por exemplo, em enquetes ao vivo.
O diretor de Operações, Engenharia e Tecnologia da EBC, Bráulio Ribeiro, falou sobre a Plataforma Comum, que reúne serviços do governo federal:
“Em um único local, o cidadão e a cidadã encontram TVs públicas federais, estaduais e municipais. E aí vem também os serviços. Outra grande vedete da Plataforma Comum são os serviços de governo. Se eu entrar aqui agora, por exemplo, nesse serviço de saúde, o que a gente está oferecendo aqui? A localização da Farmácia Popular mais próxima da minha residência. Na hora que eu digito o meu CEP aqui, vão aparecer todas as farmácias populares que estão mais próximas da minha casa.”
A TV 3.0 combina a transmissão aberta com conexão à internet, mas, ainda assim, os canais devem seguir as regras da concessão pública. A presidente da Empresa Brasil de Comunicação, Antonia Pellegrino, falou sobre os impactos da nova tecnologia do ponto de vista da comunicação pública no país:
“A comunicação pública já é livre de bets. Ela já oferece às nossas crianças uma programação de qualidade, livre de propaganda. Então, tudo isso já é premissa nossa. Isso já está no canal, que não precisa ter TV 3.0 para você acessar a TV Brasil e você ter um conteúdo que é livre de bets. Esse conglomerado de mídia que é a EBC, de mídia pública, já oferece esse serviço.”
A transição para a TV 3.0 será feita por etapas e vai funcionar em paralelo com a televisão digital. A expectativa é que, com o aumento da demanda, o valor unitário dos conversores seja reduzido.
*Com produção de Helder Castro

