quinta-feira 7, maio, 2026 - 20:37

Brasil Hoje

tecnologia é chave para adaptação de empresas

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O Brasil começou, desde o dia 1° de janeiro, a testar o novo sistema da reforma tributária, que busca simplificar a estrutura de impostos com a extinção e criação de pelo menos quatro tributos. Com as mudanças, a reforma deve impactar a operação das empresas brasileiras, fazendo com que a tecnologia deixe de ter um papel apenas operacional e passe a ser um elemento central na adaptação das empresas.

“A tecnologia tem um papel fundamental ao dar visibilidade e agilidade para a tomada de decisão. Quando a liderança consegue acompanhar dados de custos, margens e desempenho de forma clara e integrada, fica mais fácil ajustar estratégias e renegociar contratos”, explica Caroline Aun, head administrativo financeiro da Mirante Tecnologia, especialista em fortalecer negócios acelerando a transformação digital e inovação baseada em modernização de sistemas e cocriação.

Nesse contexto, o momento deve ser usado para fortalecer a base tecnológica, pois muitas empresas ainda possuem limitações em sistemas e integrações. Entre os processos que podem ser automatizados, estão a consolidação de dados fiscais e financeiros, a geração de relatórios regulatórios e a integração entre áreas, criando uma base mais consistente para decisões estratégicas, fator essencial em um ambiente regulatório mais complexo.

“A reforma tributária é um movimento estrutural, e as empresas que encararem essa mudança com visão de gestão, organização e uso inteligente da tecnologia estarão mais preparadas para crescer de forma sustentável”, afirma Caroline.

Na prática, o desafio será adaptar não apenas processos, mas o próprio modelo de negócio. “A reforma não impacta apenas a forma de calcular impostos, mas também a revisão de contratos, ajustes de preços, reavaliação de margens e maior controle sobre custos”, diz Caroline. Esse movimento tende a ser ainda mais sensível em setores intensivos em serviços, como o de tecnologia, onde o principal insumo são as pessoas.

Falta de preparo e baixa maturidade aumentam riscos

Entre os principais erros esperados para este período, está tratar a reforma como um tema exclusivamente técnico. Segundo a head da Mirante Tecnologia, muitas empresas ainda não iniciaram a preparação necessária e correm o risco de agir de forma reativa.

Outro ponto crítico é a baixa maturidade na gestão de dados. “A falta de visibilidade sobre custos por projeto ou cliente pode comprometer diretamente a rentabilidade durante o período de transição, gerando gerargerando perdas financeiras e insegurança operacional”, diz Caroline.

A ausência de revisão em contratos de longo prazo também aparece como um fator de risco relevante. Em um ambiente de mudança tributária, cláusulas comerciais podem se tornar rapidamente defasadas, exigindo renegociações estratégicas.

“Empresas que deixam a adaptação para a última hora tendem a enfrentar custos mais altos, maior risco operacional e dificuldades na tomada de decisão. A antecipação, nesse caso, funciona como mecanismo de proteção do negócio”, finaliza Caroline.

Fonte: Dialetto





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