segunda-feira 22, junho, 2026 - 15:55

Brasil Hoje

Planejamento será decisivo para empresas na reforma tributária

Na última quinta-feira (18), o ex-secretário extraordinário da Reforma Tributária do

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Na última quinta-feira (18), o ex-secretário extraordinário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, reforçou que empresas que não se prepararem para a transição ao novo sistema tributário podem perder competitividade e até deixar o mercado. O alerta foi feito durante debates sobre os impactos da implementação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

Segundo Appy, o novo modelo tributário deve corrigir distorções históricas do sistema atual, que hoje penaliza empresas eficientes e, em alguns casos, favorece negócios que sobrevivem com base em benefícios fiscais, brechas ou complexidades tributárias.

Durante participação em debates recentes sobre o tema, o ex-secretário foi direto ao apontar que a mudança trará impactos relevantes no ambiente de negócios.

“Quem se planejar sai melhor.”

A declaração reforça a necessidade de adaptação antecipada por parte das empresas, especialmente em áreas como contabilidade, fiscal, precificação, cadeia de fornecedores e gestão financeira.

Reforma deve mudar lógica tributária

A proposta aprovada substitui tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS pelo IVA dual, composto pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Na prática, a reforma busca simplificar a tributação sobre consumo, reduzir a cumulatividade e aumentar a transparência na cobrança dos tributos.

Para Appy, a principal mudança será a redução das distorções econômicas causadas pelo sistema atual, considerado um dos mais complexos do mundo.

Hoje, muitas empresas estruturam operações inteiras com foco em pagar menos tributos, e não necessariamente em buscar maior eficiência operacional. Com a reforma, a tendência é que fatores como produtividade, competitividade e gestão ganhem ainda mais peso.

Empresas precisam revisar operações

Na visão do ex-secretário a transição exigirá uma revisão profunda das operações internas. Isso inclui análise de contratos, cadeia logística, sistemas de gestão e formação de preços.

Negócios que dependem fortemente de benefícios fiscais regionais ou regimes especiais devem sentir impactos mais significativos.

Por outro lado, empresas com boa governança tributária e planejamento estruturado podem aproveitar melhor as oportunidades criadas pelo novo sistema.

Para escritórios contábeis, consultorias e departamentos fiscais, a reforma também abre espaço para uma atuação mais estratégica, com foco em simulação de cenários e apoio à tomada de decisão.

Transição exigirá atenção redobrada

Apesar dos benefícios prometidos, Appy reconhece que a transição será desafiadora. A implementação ocorrerá de forma gradual, com convivência entre o modelo antigo e o novo nos próximos anos.

Esse período exigirá atenção redobrada das empresas para evitar erros de compliance e garantir adaptação eficiente.

A avaliação de Appy é que, mais do que uma simples mudança tributária, a reforma deve provocar uma reestruturação no ambiente empresarial brasileiro.

Empresas que começarem desde já a mapear impactos, rever processos e investir em planejamento tendem a enfrentar a transição com mais segurança e competitividade.

Com informações do Valor Econômico 





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