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Noruega defende tabu contra o Brasil nas oitavas da Copa – 30/06/2026 – Esporte

Para passar às quartas de final da Copa do Mundo de 2026, o Brasil terá de quebrar um t

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Para passar às quartas de final da Copa do Mundo de 2026, o Brasil terá de quebrar um tabu histórico: vencer a seleção da Noruega.

O encontro entre os países aconteceu quatro vezes, desde 1988 —em três amistosos e no Mundial de 1998, sediado na França.

Com a vitória sobre a Costa do Marfim, nesta terça-feira (30), os noruegueses garantiram vaga nas oitavas de final do torneio e terão pela frente o Brasil —classificado na segunda-feira (29) após virada por 2 a 1 sobre o Japão.

A seleção nórdica chega para o confronto diante dos brasileiros ostentando feito exclusivo: ser a equipe que enfrentou o Brasil mais de duas vezes sem ter jamais perdido.

O duelo mais emblemático entre as seleções aconteceu no Vélodrome, em Marselha (França), pela fase de grupos da Copa de 1998. O Brasil, já classificado para as oitavas na ocasião, saiu na frente com gol de Bebeto.

Aos 20 anos e vestindo a camisa 19 da seleção, Denílson fez jogada individual pelo setor esquerdo do campo. O então ponta-esquerda são-paulino disputou a bola pelo chão com um zagueiro norueguês, levou a melhor e cruzou na pequena área. O então centroavante botafoguense completou de cabeça.

Brasil 1 a 0, aos 33 minutos do segundo tempo. Seria a terceira vitória naquele Mundial, para manter 100% de aproveitamento antes do mata-mata. Seria.

Quatro minutos depois, a Noruega deixou tudo igual na investida do atacante Tore André Flo. O camisa 9, à época no Chelsea, da Inglaterra, recebeu lançamento do campo de defesa, invadiu a área pela esquerda, rabiscou para cima de Júnior Baiano e soltou chute forte cruzado contra a meta defendida por Taffarel.

O placar passou de empate a trunfo norueguês nos minutos seguintes. Em disputa pelo alto na grande área brasileira, o árbitro norte-americano Esfandiar Bahamarst viu o puxão de Júnior Baiano na camisa de de Flo e assinalou a penalidade para a seleção nórdica.

O lance virou polêmica. Dentro de campo, o elenco brasileiro contestou a marcação com veemência, enquanto a transmissão brasileira fez coro: “Esse juiz é um gaiato, Arnaldo Cézar Coelho”, esbravejou Galvão Bueno, narrador da partida.

Fora do campo, o lance foi esclarecido no dia seguinte, como mostrou a Folha, e a seleção dirigida por Mario Zagallo reconheceu o acerto da arbitragem.

A virada veio dos pés do camisa 10, Kjetil Rekdal, à época no Hertha Berlin, da Alemanha. Na cobrança, Taffarel se esticou para o lado certo, mas o meio-campista acertou o canto alto esquerdo do gol, sem dar chance de defesa ao guarda-redes brasileiro, à época no Atlético-MG.

Apesar da derrota, o Brasil passou para o mata-mata naquele ano para enfrentar o Chile e venceu os vizinhos sul-americanos por 4 a 1.

RETROSPECTO INCÔMODO

Os outros encontros entre a seleção brasileira e a norueguesa aconteceram em partidas amistosas, com dois empates e uma derrota para o Brasil.

O primeiro amistoso foi em 1988, em Oslo, capital da Noruega. Os donos da casa abriram o placar na segunda etapa, e o Brasil buscou a igualdade no final do jogo com o atacante Edmar —recém-saído do Corinthians para o futebol italiano.

Um ano antes do confronto em Marselha, pela Copa de 1998, o Brasil fez outro amistoso diante da Noruega. O confronto, de novo em Oslo, terminou 4 a 2 para os nórdicos e colocou fim à invencibilidade de 42 meses do elenco dirigido por Zagallo. Os gols da seleção foram anotados por Djalminha e Romário.

O último duelo entre os dois países ocorreu há 20 anos, outra vez em solo norueguês, e marcou a estreia de Dunga como técnico da seleção brasileira. O placar terminou 1 a 1, depois de os anfitriões saírem na frente. Daniel Carvalho foi o autor do gol que salvou o Brasil de outra derrota para o mesmo adversário.

A seleção brasileira entra em campo contra a Noruega no domingo (5), às 17h, no MetLife Stadium, em East Rutherford (Nova Jersey).

O encontro também será marcado pela corrida entre Vinicius Jr. e Erling Haaland pela artilharia da Copa do Mundo. O brasileiro tem quatro tentos anotados, ante os cinco do atacante norueguês.

Lionel Messi entrou na fase de 32 seleções liderando a disputa entre os goleadores, com seis gols.



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