quinta-feira 2, julho, 2026 - 21:26

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Na Venezuela, homem é resgatado com vida depois de 9 dias soterrado

As equipes de resgate que trabalham contra o tempo na Venezuela conseguiram resgatar com

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As equipes de resgate que trabalham contra o tempo na Venezuela conseguiram resgatar com vida um homem que ficou mais de uma semana soterrado. Em todo o país,  as estimativas de desaparecidos diminuíram um pouco, mas ainda são altos, mais de 38 mil pessoas. Foi debaixo de palmas dos bombeiros e voluntários da Venezuela e de outros países que o segurança Hernán Alberto Gil, de 44 anos,foi resgatado depois de passar nove dias soterrado.

Ele trabalhava em um shopping em La Guaira quando os terremotos aconteceram. Parte da estrutura cedeu e ele ficou preso sobre os escombros.  A equipe de resgate achou Hernán ainda na segunda-feira (29). Foi um resgate difícil e lento, por causa da instabilidade na estrutura,  equipe precisou fazer dois túneis até alcançar o segurança.  Durante esse período, foi colocado um tubo para que ele pudesse se hidratar.

O resgate foi um alívio para a esposa, que passou dias sem saber notícias do marido.

“Eu finalmente vejo um sinal de esperança. Apesar de tudo que estamos passando aqui na Venezuela e todas as vidas que perdemos, eu agora sinto que estou um pouco em paz com a minha fé intacta. Sou grata a Deus por mantê-lo vivo tantos dias, sem comida e sem água. Ele aguentou tudo como um guerreiro.” 

No hospital, outro alívio. Hernán está consciente e com bons sinais vitais. É realmente um milagre, diz o médico Luiz Rodrigues.  

Em La Guaira, que era um local turístico, a paisagem agora é de destruição quase total. Há prédios colapsados por toda parte. O trabalho de recuperação e limpeza pode levar meses.  Na cidade, um centro esportivo virou um abrigo e também um centro de distribuição de comida, água e medicamentos. As quadras onde antes se jogava futebol se tornaram lar improvisado de dezenas de famílias.  

Alfredo Quintana é um dos sobreviventes no abrigo. Ele relembra que precisou derrubar uma parede para conseguir escapar com a família. No dia do terremoto, ele temeu ao ver os machucados em uma das filhas.

“Foi terrível. Quando vi aquilo, desabei no chão e a levaram para o hospital, onde cuidaram bem dela. Ela precisou de quase 400 pontos. Graças a Deus, ela ainda está viva hoje. Estão cuidando muito bem dela aqui e fazem a limpeza do ferimento todos os dias. Estamos mais tranquilos aqui”.  

* Com informações da Agência Reuters.




Fonte GDF

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