A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começou com alta procura nos postos de saúde de Mato Grosso. Com o início da mobilização e a realização do Dia D no último sábado (28), 4 mil doses foram aplicadas no estado. A vacinação é gratuita pelo SUS e segue até 30 de maio, com prioridade para crianças, gestantes e idosos.
Em todo o país, a campanha também registrou alta adesão, com mais de 2,3 milhões de doses aplicadas nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Somente no Dia D, foram aplicadas 1,6 milhão de doses, sendo 94% destinadas aos grupos prioritários.
O Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses aos estados, sendo 212 mil destinadas a Mato Grosso, quantitativo necessário para intensificar a imunização nos primeiros meses da campanha. A estratégia busca ampliar a proteção antes do período de maior circulação do vírus, que ocorre no inverno. A vacina está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e em postos de vacinação organizados em locais de grande circulação de pessoas.
Em pronunciamento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, convocou a população para se vacinar e reforçou a importância da mobilização. “Não negue ao seu filho um direito que nossos pais não nos negaram. Vacinar é também um ato de amor à sua família. Vá até um posto de saúde para se vacinar, vacinar quem você ama e cuidar da sua saúde para que possamos viver um futuro mais seguro”, destacou.
Além dos grupos prioritários, a campanha contra a influenza também contempla trabalhadores da saúde, professores, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, povos indígenas, população privada de liberdade e outros públicos estratégicos. A imunização é fundamental para reduzir complicações, internações e óbitos causados pela influenza.
Quem pode se vacinar?
Público prioritário:
- Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias);
- Idosos com 60 anos ou mais de idade;
- Gestantes.
Demais grupos:
- Puérperas;
- Povos indígenas;
- Quilombolas;
- Pessoas em situação de rua;
- Trabalhadores da saúde;
- Professores do ensino básico e superior;
- Profissionais das Forças de Segurança e Salvamento;
- Profissionais das Forças Armadas;
- Pessoas com deficiência permanente;
- Caminhoneiros;
- Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário para passageiros urbanos e de longo curso;
- Trabalhadores portuários;
- Trabalhadores dos correios;
- População privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas;
- Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independentemente da idade;
Na Região Norte, a vacinação ocorre em período diferente do restante do país, em razão das condições climáticas e epidemiológicas, como altas temperaturas e umidade, que influenciam a dinâmica de transmissão do vírus.
Cenário epidemiológico
Dados preliminares de 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo a influenza. Até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves, a influenza responde por 28,1% das infecções identificadas.
Idosos, crianças menores de 6 anos, gestantes e pessoas com comorbidades apresentam maior risco de complicações, internações e óbito. Priorizar esse público é fundamental para evitar casos graves e óbitos por influenza.
Confira a estratégia completa da Campanha Nacional de Vacinação 2026
Ministério da Saúde

