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Maradona poderia ter melhorado com diurético, diz médico – 14/05/2026 – Esporte

Um médico que tratou Diego Maradona e depois presenciou sua autópsia afirmou que o ído

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Um médico que tratou Diego Maradona e depois presenciou sua autópsia afirmou que o ídolo poderia ter melhorado em 48 horas se tivesse recebido um diurético, no julgamento na Argentina pela morte do ex-jogador em 2020.

“Ele tinha líquido no pericárdio, na pleura, no abdômen”, disse o intensivista Mario Schiter. “(Com um diurético) em aproximadamente 48 horas ele deveria estar francamente melhor”, disse o especialista que atendeu Maradona no início dos anos 2000 e depois participou como observador na autópsia em 2020.

O médico disse que via “pacientes assim diariamente na terapia intensiva, que chegam com insuficiência congestiva”.

“Nós os descarregamos de volume com diuréticos e depois de 12 horas já estão em casa”, afirmou.

Schiter depôs durante quase cinco horas na décima audiência do julgamento que acontece em San Isidro, 30 quilômetros ao norte de Buenos Aires.

Seu testemunho se somou aos da dezena de especialistas que apontaram que Maradona tinha “água por toda parte” na hora de morrer, pela quantidade de edemas encontrados em seu corpo.

O campeão do mundo com a Argentina em 1986 morreu de um edema pulmonar e uma parada cardiorrespiratória em 25 de novembro de 2020, quando passava por uma internação domiciliar após uma neurocirurgia sem complicações realizada três semanas antes.

O principal acusado, o neurocirurgião e médico particular do craque, Leopoldo Luque, protagonizou um escândalo que terminou com a suspensão abrupta da sessão do dia.

Luque reproduziu o vídeo da autópsia do ex-jogador sem avisar sobre as imagens que continha. Na sala estava presente uma das filhas do ídolo, Gianinna, que não conseguiu se retirar da audiência antes que fossem exibidas imagens do cadáver de seu pai.

Ao ser projetado o vídeo do corpo sem vida do ídolo, Gianinna Maradona correu em direção à saída gritando “Você é um filho da puta!”.

Durante as audiências, às quais Gianinna comparece com frequência, costumam ser reproduzidas esse tipo de imagens. Mas os advogados sempre avisam com antecedência para que ela possa se retirar da sala.

Além de Luque, outros seis profissionais de saúde enfrentam acusações por homicídio com dolo eventual, o que implica que estavam conscientes de que suas ações poderiam levar à morte. Eles podem enfrentar até 25 anos de prisão. Uma oitava acusada será julgada separadamente em um julgamento com júri.

Este é o segundo julgamento. O primeiro foi anulado em 2025 por causa de uma juíza que realizava um documentário clandestino.



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