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‘Maldição’ dos 86 minutos castiga seleções africanas – 02/07/2026 – Esporte

Costa do Marfim, RD do Congo e Senegal foram eliminadas da Copa do Mundo de 2026 nesta se

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Costa do Marfim, RD do Congo e Senegal foram eliminadas da Copa do Mundo de 2026 nesta semana com uma coincidência trágica para as três seleções africanas: viradas ou reações das equipes adversárias aos 86 minutos de jogo — 41 do segundo tempo no formato adotado pelo Brasil.

A semelhança das três eliminações no Mundial da Fifa, pela fase de 32, vem sendo tratada por torcedores nas redes sociais e pela imprensa internacional como a ‘maldição dos 86 minutos’. Outra coincidência é que os três países do continente africano foram eliminados por equipes da Europa.

Na última terça-feira (30), Costa do Marfim e Noruega se enfrentaram em Dallas, estado do Texas (EUA), diante de 70 mil espectadores, e apresentaram um duelo disputado.

Os noruegueses pressionaram mais na primeira etapa e saíram na frente com gol de Antonio Nusa. O camisa 20 recebeu a bola do lado esquerdo do campo, invadiu a área, fintou o marcador e bateu de chapa, com a perna direita. Nusa acertou o ângulo oposto da meta defendida por Yahia Fofana e marcou um golaço.

Dali em diante os africanos partiram para a reação e tiveram mais volume de jogo —arriscaram 14 tiros contra a seleção da Noruega, cinco deles no gol; enquanto os europeus tentaram nove e acertaram três. Também tiveram mais posse de bola, combinação que resultou no empate pelos pés de Amad Diallo, aos 29 minutos da segunda etapa.

Diallo recebeu na direita, se livrou de dois marcadores já dentro da grande área e chutou forte para deixar tudo igual. A bela jogada deu ânimo aos marfinenses, mas 12 minutos depois, Erling Haaland decretou a eliminação da seleção africana, aos 41 da segunda etapa.

Na quarta-feira (1º), foi a vez da RD do Congo enfrentar a Inglaterra. O atacante Brian Cipenga, da seleção congolesa, abriu o placar cedo, aos sete minutos de jogo. Placar mantido até os 30 minutos do segundo tempo, quando Harry Kane completou um cruzamento de cabeça e deixou tudo igual. Foram necessários 11 minutos para o camisa 9 inglês virar o jogo e evitar o que a imprensa britânica já classificava como “vexame do técnico Thomas Tuchel”. Mais uma vez, aos 41 da etapa complementar.

Na sequência, entraram em campo Senegal e Bélgica, no jogo das 17h (de Brasília), em Seattle —das três eliminações, a mais dramática.

Mais eficientes até os 5 minutos do segundo tempo, os senegaleses abriram dois gols de vantagem sobre os belgas —com Habib Diarra e Ismaila Sarr—, em jogo parelho. A classificação parecia desenhada para os africanos, mas Romelu Lukaku descontou para a Bélgica: 2 a 1 no placar, aos 41 minutos do segundo tempo, e o início de uma reação relâmpago. Aos 44, Youri Tielemans fez o que precisava para adiar a festa dos senegaleses. 2 a 2, e mais 30 minutos antes das penalidades.

A cobrança de pênalti veio, mas ainda na prorrogação, nos últimos 3 minutos do jogo. Tielemans converteu e eliminou mais uma seleção africana. Bélgica 3 a 2.

A Noruega enfrenta o Brasil, no domingo (5), às 17h, em Nova Jersey. Mesma data do confronto entre Inglaterra e México, às 21h, na Cidade do México. No dia seguinte, a Bélgica joga contra os Estados Unidos, às 21h, em Seattle. As três partidas são válidas pelas oitavas de final do Mundial da Fifa.



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