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Lucas Pinheiro Braathen torcerá pelo Brasil na Copa – 04/07/2026 – Esporte

Campeão olímpico, o esquiador Lucas Pinheiro Braathen, 25, afirma que decidiu ser brasi

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Campeão olímpico, o esquiador Lucas Pinheiro Braathen, 25, afirma que decidiu ser brasileiro. Filho de mãe brasileira e pai norueguês, o atleta nascido em Oslo diz que sua torcida será pela seleção canarinho no duelo contra a Noruega na Copa do Mundo.

Os países que marcam a trajetória de Lucas disputam vaga nas oitavas de final do Mundial neste domingo (5), a partir das 17h. O confronto acontece no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

Segundo projeções do Opta Analyst, o Brasil entra em campo como favorito, com 53,6% de probabilidade de vitória. Já a Noruega, de Haaland, tem 22,4% de chances de vencer.

“Aqui é Brasil. Sempre foi e sempre será. Eu escolhi ser brasileiro”, disse em entrevista à Folha.

Lucas despontou no esqui alpino e chegou a conquistar a Copa do Mundo de slalom pela Noruega em 2023, mas anunciou aposentadoria após divergências com a federação. Ele voltou na temporada seguinte —desta vez, para defender a bandeira verde e amarela. Nos pódios, passou a comemorar até com sambadinha.

“O Brasil representa minhas raízes, minha família e uma parte muito importante da minha identidade. A Noruega foi o país que me acolheu, onde cresci como atleta e como pessoa. Tenho um carinho enorme pelos dois países”, conta.

Fora das pistas, o atleta acompanha de perto o futebol —desde criança. Ele torce pela seleção brasileira, mas também é fã do Manchester United e do São Paulo.

“Futebol sempre foi minha paixão. Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo foram meus primeiros ídolos. Se não fosse o futebol e a inspiração desses jogadores, eu não teria me tornado atleta”, conta.

Se na neve Lucas já defendeu as duas bandeiras, no futebol a preferência é clara. Para o duelo deste domingo (5), ele prefere não arriscar o placar, mas está certo de que “vai dar Brasil”.

“Acho que será um jogo equilibrado, porque as duas seleções têm qualidades diferentes e vivem um momento especial. Será com muita emoção”.

A expectativa do esquiador, porém, vai além das quatro linhas. Para ele, as arquibancadas também prometem um espetáculo.

“São duas culturas incríveis. A festa brasileira é única, com uma energia contagiante que empurra o time. Os noruegueses estão em clima de Copa, a remada viking cria uma atmosfera muito forte”, explica.

Lucas também avalia que o Brasil vive um momento especial no esporte, com resultados expressivos em um grande leque de modalidades.

Só nas Olimpíadas de Paris, por exemplo, foram 20 medalhas —sendo três ouros, sete pratas e dez bronzes. Já neste ano, em Milão-Cortina, o esquiador fez história ao conquistar a primeira medalha olímpica de inverno de um país sul-americano.

“Isso mostra a força do nosso esporte, o talento que existe no país e o trabalho que vem sendo desenvolvido, além do poder da nossa diversidade”, conta.

Para ele, as conquistas dos brasileiros criam um ambiente de confiança e inspiração, além de reforçar a ideia de que é possível competir no mais alto nível e vencer.

“A seleção brasileira tem sua própria história e seus próprios desafios, mas esse momento positivo do esporte como um todo fortalece o orgulho de representar o Brasil. Essa energia pode, sim, servir como motivação extra na busca pelo hexa”, diz.

Vestir verde e amarelo, aliás, é motivo de orgulho para o esquiador norueguês-brasileiro. Segundo ele, defender a bandeira brasileira está longe de ser um peso e supera qualquer pressão.

“Eu vejo isso muito mais como um privilégio. Representar o Brasil é uma responsabilidade enorme, porque estamos falando de um país apaixonado por esporte, com uma torcida que vive cada conquista de forma muito intensa”, explica o atleta.

A conexão com a seleção brasileira ganhou mais um capítulo em maio. Na ocasião, o esquiador encontrou com o técnico Carlo Ancelotti na academia do prédio onde mora.

Ele conta que não se considera em posição de dar conselhos a um treinador que já “conquistou praticamente tudo no futebol e tem uma experiência gigantesca”.

Agora à frente da equipe canarinho, o italiano é o único a vencer a Liga dos Campeões cinco vezes —duas com o Milan e três com o Real Madrid— e também o único a conquistar o campeonato nacional nas cinco principais ligas da Europa: Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França.

“Eu só pedi o hexa mesmo”, diz.



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