A maior parte do país está com incidência de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco. As exceções são Piauí, Rondônia, Pernambuco e Tocantins. A boa notícia é que muitos estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste apresentam sinais de estabilização ou de queda nas hospitalizações. Já Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Roraima registraram crescimento no número de casos.
A informação é do novo Boletim InfoGripe, da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (2), que considera o período de 21 a 27 de junho.
A pesquisadora do boletim Tatiana Portella explica que três vírus vêm causando essa alta nos quadros de infecções respiratórias graves no país:
“Os vírus que têm causado essa alta de SRAG no país têm sido principalmente o vírus sincicial respiratório, que é o vírus que hospitaliza sobretudo crianças pequenas e que é uma das principais causas de bronquiolite nessa faixa etária, e também em algumas regiões, especialmente nas regiões Centro-Sul do país, os vírus da influenza A e especialmente da influenza B também têm contribuído para essa alta de casos no país.”
Covid-19
Ainda segundo Tatiana Portella, a covid-19 vem apresentando sinais de crescimento no Amazonas e no Ceará:
“Em relação à covid-19, a gente continua observando o sinal de crescimento das hospitalizações pelo vírus nos estados do Amazonas e do Ceará. Mais especificamente no Ceará, o aumento dos casos de SRAG por covid-19 ocorre mais no interior do estado, especialmente na região do Sertão Central. E, apesar desses casos, mesmo com esse sinal de aumento, eles ainda não estão em um nível elevado de incidência.”
É muito importante que idosos e pessoas imunocomprometidas tomem a dose de reforço contra a covid-19 a cada seis meses.
Neste ano, já foram registrados 103 mil casos de síndrome respiratória aguda grave: quase 53 mil tiveram resultado positivo; 35 mil, negativo; e quase oito mil ainda estão em investigação.
*Com supervisão de Fabiana Sampaio

