Um conjunto de pesquisas recentes, incluindo estimativas do Goldman Sachs e um estudo do MIT FutureTech, indica que a inteligência artificial (IA) está avançando rapidamente na automação de atividades baseadas em texto. Segundo os levantamentos, até 300 milhões de empregos no mundo estão potencialmente expostos à automação, enquanto a IA pode alcançar até 95% de desempenho em tarefas textuais em nível funcional até 2029.
O tema envolve profissionais do conhecimento em diferentes setores e vem sendo observado como um processo gradual de transformação do trabalho, especialmente em atividades como análise, escrita, síntese de informações e comunicação. O avanço da tecnologia ocorre de forma contínua, sem substituição imediata de funções, mas com aumento progressivo da capacidade de execução de tarefas.
Automação avança sobre tarefas repetitivas e baseadas em texto
O estudo do MIT FutureTech analisou mais de 17 mil avaliações de profissionais sobre aproximadamente 3 mil tarefas reais de trabalho. O levantamento identificou que atividades repetitivas, estruturadas e baseadas em linguagem apresentam maior nível de automação potencial.
Entre as tarefas com maior exposição estão aquelas que envolvem produção de textos, relatórios, resumos e comunicações padronizadas, além de atividades que podem ser realizadas em curto período de tempo e com baixo nível de complexidade decisória.
Esses fatores ajudam a explicar por que determinadas funções intelectuais estão entre as mais impactadas pela evolução da IA.
Atividades mais expostas incluem escrita, síntese e comunicação
De acordo com a análise, funções que envolvem leitura, escrita e organização de informações tendem a ser mais facilmente executadas por sistemas de inteligência artificial.
Isso inclui atividades como elaboração de documentos, preparação de relatórios e síntese de conteúdos, que podem ser replicadas em diferentes contextos com apoio de modelos automatizados.
O estudo também aponta que essas tarefas já apresentam níveis relevantes de desempenho por parte da IA em cenários práticos, o que acelera sua adoção em ambientes corporativos.
Atividades com menor risco envolvem julgamento humano e contexto
As pesquisas indicam que atividades que exigem interpretação de contexto, tomada de decisão e interação com múltiplos fatores ainda apresentam maior dependência de intervenção humana.
Entre elas estão a gestão de relacionamentos, decisões estratégicas, avaliação de riscos e situações que envolvem aspectos éticos ou organizacionais.
Nesses casos, a IA pode atuar como ferramenta de apoio, mas não substitui integralmente o processo decisório humano.
Especialização e uso da IA passam a ser diferenciais profissionais
Outro ponto destacado é a diferença de impacto entre áreas profissionais. Em setores mais técnicos e especializados, a IA ainda depende de validação humana, o que mantém a relevância do conhecimento aprofundado.
Ao mesmo tempo, o uso de ferramentas de IA para apoio em tarefas rotineiras tende a se tornar cada vez mais comum, exigindo adaptação dos profissionais.
A tendência observada pelos estudos é de que a combinação entre conhecimento técnico e capacidade de uso da tecnologia se torne um fator central no mercado de trabalho nos próximos anos.
Com informações da Forbes

