A Fundação Oswaldo Cruz deu um passo importante no tratamento da malária. A maior instituição de pesquisa biomédica e saúde pública da América Latina conseguiu nos Estados Unidos a patente de um método contra formas graves da doença.
A patente foi concedida pela agência federal do Departamento de Comércio norte-americano, responsável por registrar marcas comerciais. E ela reúne integrantes do Instituto René Rachou, unidade da Fiocruz em Minas Gerais.
O método usa um composto capaz de atuar contra as cepas mais resistentes do parasita causador da malária. Apesar da atividade desse composto ter sido descrita na década de 1960, seu uso não foi levado adiante. Agora, a Fiocruz retomou os estudos.
O composto bloqueia a capacidade do microrganismo de neutralizar substâncias tóxicas produzidas enquanto ele está digerindo a hemoglobina humana. Sem essa capacidade, o parasita é levado à morte.
Os estudos indicaram a ação rápida nas fases iniciais da infecção. A eficácia ocorreu contra as cepas do causador de malária mais grave e houve resultados promissores também contra o protozoário ligado à maior parte dos casos da doença no Brasil.
Outro ponto destacado foi a redução do custo para tratamento, importante para países de baixa e média renda, onde a malária é endêmica.
A pesquisa teve colaboração de instituições da Universidade de São Francisco, na California, da Universidade Federal de Alagoas e da PUC-Rio.
Entretanto, o desenvolvimento de um novo medicamento ainda depende de novas etapas, como testes de toxicidade, definir doses seguras e a formulação adequada.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, são mais de 280 milhões de casos de malária no mundo. No Brasil, foram 162 mil notificações estimadas em 2024, principalmente na região amazônica.
*Com informações da Agência Brasil

