A fila de espera para perícias médicas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou uma queda de 59% e atingiu o menor patamar em quase três anos, segundo dados divulgados pelo governo federal nesta semana. A redução representa um avanço importante no atendimento aos segurados e reforça a estratégia para diminuir o tempo de espera na concessão de benefícios previdenciários e assistenciais.
De acordo com dados apresentados pelo Ministério da Previdência Social e pelo INSS, a fila da perícia médica encerrou junho com cerca de 391,4 mil agendamentos, o menor nível desde 2023. Em agosto daquele ano, o volume ultrapassava 949 mil pedidos.
A queda também é significativa em relação ao pico mais recente, registrado em novembro de 2025, quando mais de 1,23 milhão de pessoas aguardavam atendimento pericial.
Segundo o governo, a redução é resultado de uma combinação de medidas adotadas ao longo dos últimos meses para acelerar o atendimento e reduzir gargalos operacionais.
Entre os principais fatores estão a contratação de 500 novos peritos médicos federais, a realização de mutirões de atendimento em diferentes estados e o pagamento de bônus por produtividade para acelerar a análise dos pedidos.
Outro fator decisivo foi a ampliação do uso do Atestmed, sistema que permite a análise documental de atestados médicos sem necessidade de perícia presencial em determinados casos.
A ferramenta vem sendo utilizada para agilizar pedidos de benefícios por incapacidade temporária, especialmente em situações em que a documentação médica apresentada já permite análise conclusiva.
Tempo médio de espera também caiu
Além da redução na fila, o tempo médio de espera pela perícia médica também apresentou melhora expressiva.
Dados do governo mostram que o prazo médio entre o agendamento e a realização da perícia caiu para 30 dias em nível nacional. Em meses anteriores, esse tempo chegava a superar 40 dias.
Segundo dados apresentados pelo Ministério da Previdência Social durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), Mato Grosso do Sul registrou o menor tempo médio de espera para perícia médica, com 16 dias. São Paulo aparece com 23 dias e Rio de Janeiro com 29 dias.
Já em estados com maior demanda ou menor disponibilidade de profissionais, o prazo ainda permanece mais elevado.
Fila geral do INSS também recua
A melhora não se restringe à perícia médica. A fila geral de requerimentos do Instituto Nacional do Seguro Social também caiu e atingiu o menor patamar em 21 meses.
Em junho, o volume total de pedidos pendentes ficou em 1,8 milhão. Desse total:
- 825 mil estão em análise há menos de 45 dias;
- 555 mil aguardam resposta há mais de 45 dias;
- 451 mil dependem de alguma ação do segurado, como envio de documentos complementares.
Segundo o instituto, a meta é reduzir não apenas a quantidade de processos pendentes, mas também o tempo de resposta aos segurados.
Impacto para segurados e profissionais da área
A redução da fila representa um alívio para milhões de brasileiros que dependem de benefícios como auxílio-doença, aposentadoria por incapacidade permanente e Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Para profissionais da área previdenciária, jurídica e contábil, o cenário também exige atenção, especialmente no acompanhamento de prazos, documentação e protocolos de requerimento.
Especialistas recomendam que segurados mantenham toda a documentação médica e cadastral atualizada para evitar exigências adicionais que possam atrasar a análise do benefício.
Apesar da melhora nos indicadores, o governo afirma que seguirá monitorando a demanda ao longo do segundo semestre, com foco em manter a trajetória de redução da fila e melhorar a eficiência operacional do sistema previdenciário.
Com informações da Agência Gov, Agência Brasil e Folha de São Paulo

