segunda-feira 11, maio, 2026 - 20:40

Saúde

Estudo recomenda rastreio anual de fragilidade após os 65 anos

Pessoas com mais de 65 anos devem passar por um rastreio anual de fragilidade como parte

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Pessoas com mais de 65 anos devem passar por um rastreio anual de fragilidade como parte da rotina de cuidados de saúde. A recomendação vem de um estudo publicado em 04 de maio no Medical Journal of Australia, que propõe a inclusão da triagem na atenção primária como forma de identificar precocemente idosos com maiores riscos de complicações.

A fragilidade é uma condição clínica caracterizada pela redução da capacidade do organismo de lidar com estresses, o que aumenta a vulnerabilidade a eventos como quedas, hospitalizações e perda de independência. O estudo destaca que o problema pode ser identificado antes de se tornar grave, permitindo intervenções eficazes.

A recomendação muda a prática

O trabalho, conduzido por especialistas em saúde do envelhecimento, funciona como uma diretriz clínica voltada à prática médica. Os autores defendem que o rastreio deve ser realizado anualmente em pessoas com 65 anos ou mais, especialmente na atenção primária, onde ocorre o primeiro contato com o sistema de saúde.

A proposta é usar ferramentas simples, rápidas e validadas, capazes de detectar sinais iniciais de fragilidade ainda em consultas de rotina. A recomendação parte da constatação de que muitos idosos apresentam estágios iniciais da condição — conhecidos como pré-fragilidade — sem diagnóstico formal.

Segundo os pesquisadores, a ausência de triagem sistemática faz com que o problema só seja identificado em fases mais avançadas, quando as consequências já impactam diretamente a qualidade de vida.

Fragilidade vai além da idade e pode ser revertida

Embora esteja associada ao envelhecimento, a fragilidade não é considerada uma consequência inevitável da idade. Trata-se de uma condição dinâmica, que pode ser prevenida ou até revertida com intervenções adequadas. Entre os principais sinais que podem indicar fragilidade estão:

  • Perda de peso não intencional;
  • Sensação frequente de exaustão;
  • Redução da força muscular;
  • Lentidão ao andar;
  • Baixo nível de atividade física.

A identificação precoce permite agir antes que ocorram desfechos mais graves, como quedas com fraturas ou necessidade de internação prolongada. O estudo reforça que, uma vez identificada, a fragilidade pode ser tratada com estratégias relativamente simples e de baixo custo.

  • Exercícios físicos regulares, com foco em força muscular;
  • Ajustes na alimentação, com suporte nutricional;
  • Revisão de medicamentos;
  • Estímulo à socialização e à autonomia.

Envelhecer com autonomia passa pela prevenção

A abordagem deve ser individualizada e integrada, considerando as necessidades de cada paciente. Em vez de agir apenas diante de doenças já instaladas, a proposta prioriza a identificação precoce de riscos e a manutenção da funcionalidade.

Com o aumento da expectativa de vida, estratégias preventivas ganham protagonismo. O objetivo não é apenas prolongar os anos de vida, mas garantir que o envelhecimento ocorra com qualidade, independência e segurança.



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