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Eliminação de Senegal aumenta pressão sobre técnico – 03/07/2026 – Esporte

O futuro do técnico de Senegal, Pape Bouna Thiaw, é incerto após a eliminação da equ

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O futuro do técnico de Senegal, Pape Bouna Thiaw, é incerto após a eliminação da equipe na Copa do Mundo. A seleção africana foi derrotada por 3 a 2 pela Bélgica na fase de 32 equipes, mesmo depois de abrir 2 a 0 no placar.

O resultado, considerado uma eliminação desastrosa pelo elenco senegalês, expôs um racha evidente na seleção. Pape Gueye, importante meio-campista da equipe, se recusou publicamente a voltar a atuar sob o comando de Thiaw no futuro.

“Voltarei mais tarde para dizer algumas palavras sobre nossa eliminação. Mas hoje anuncio que, enquanto essa comissão técnica permanecer no comando, vou dar um tempo na seleção nacional”, afirmou o meia em publicação nas redes sociais.

Gueye foi deixado no banco na partida contra o Iraque pela fase de grupos, mas entrou no segundo tempo e marcou dois gols. Ele voltou à escalação titular contra a Bélgica, porém foi substituído na etapa final.

Senegal estava a cinco minutos de garantir uma vaga nas oitavas de final quando permitiu que a Bélgica se recuperasse, empatasse no tempo regulamentar e virasse a partida na prorrogação, após um pênalti marcado com auxílio do VAR no último suspiro da partida.

Após o resultado, Thiaw foi alvo de duras críticas na imprensa senegalesa. “Esse colapso histórico não foi uma falha dos jogadores, mas sim o resultado de uma gestão de elenco e de decisões táticas catastróficas por parte do técnico”, escreveu o jornal Yoor-Yooir.

Thiaw se defendeu e disse que alguns de seus jogadores estavam cansados e incapazes de continuar.

“Por isso, tivemos que fazer alterações. Quando se perde, não dá para dizer que as mudanças valeram a pena, porque estávamos em vantagem. Mas o futebol é assim. Temos que aceitar.”

Thiaw assinou um novo contrato e recebeu salários atrasados antes do início da Copa do Mundo, mas sua suspensão —por ter retirado a equipe de campo durante a polêmica final da Copa Africana de Nações, em janeiro— o transforma em uma espécie de “pato manco” pelos próximos nove meses.

A carreira internacional do capitão Kalidou Koulibaly também pode chegar ao fim após 105 partidas pela seleção, embora a próxima Copa Africana de Nações, na África Oriental, esteja a apenas um ano de distância.

Os erros do zagueiro nas duas primeiras partidas da fase de grupos da Copa, contra França e Noruega, contribuíram para derrotas que abalaram a confiança da equipe.

O meia Idrissa Gana Gueye, 36, pode ser tentado a permanecer na seleção, especialmente se o Senegal vencer o recurso no Tribunal Arbitral do Esporte para recuperar o título da Copa Africana de Nações, retirado pela Confederação Africana de Futebol.

Caso isso aconteça, a competição do ano que vem, que será co-organizada por Quênia, Tanzânia e Uganda, representará a chance senegalesa de conquistar seu terceiro título em quatro edições da Copa Africana de Nações.

Esse cenário também pode servir de motivação para Sadio Mané, 34, seguir defendendo a seleção de seu país.

Com informações da Reuters



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