O Uzbequistão, que enfrenta a Colômbia na Copa do Mundo nesta quarta-feira (17), às 23h, pelo grupo K, é um país pouco conhecido no Brasil.
Ele fica na Ásia Central, bem no meio do caminho entre a China, a Rússia, o Oriente Médio e o Mar Cáspio. Faz fronteira com outros países terminados em “istão” (Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão, Afeganistão e Turcomenistão). Sua capital é Tashkent.
O país tem cerca de 37,8 milhões de habitantes, segundo o Comitê Nacional de Estatísticas uzbeque. Sua língua oficial é o uzbeque, embora o russo também seja popular.
Até 1991, fazia parte da União Soviética. Muitos séculos antes, na Idade Média, a cidade de Samarcanda foi uma das mais ricas do mundo por ser um ponto importante da antiga Rota da Seda, que ligava a China à Europa. Até hoje, é um dos locais continuamente habitados mais antigos e um patrimônio da humanidade.
TRAJETÓRIA ATÉ A COPA
Tanto nas eliminatórias asiáticas para a Copa de 2006 quanto para a 2014, o Uzbequistão quase conquistou uma vaga para estrear em Mundiais, mas caiu de maneira dolorosa nas fases finais.
Nos últimos anos, o governo do país investiu em centros de treinamentos e de formação de atletas, um fato crucial para chegarem à sua primeira Copa do Mundo nesta edição.
Além da vaga na Copa, outro resultado desse investimento é o jovem zagueiro Abdukodir Khusanov, 22, do Manchester City, e o principal destaque da seleção.
A equipe é treinada pelo ex-zagueiro e campeão do mundo pela Itália em 2006 Fabio Cannavaro, e, segundo o Financial Times, é a equipe que atraiu o maior volume de apostas no Polymarket nesta Copa.
A equipe fará seu primeiro confronto em Copas com a Colômbia. Em seguida, encara Portugal de Cristiano Ronaldo e fecha a fase de grupos contra a República Democrática do Congo.

