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Copa do Mundo: Irã critica limitações nos Estados Unidos – 21/06/2026 – Esporte

Às vésperas de sua segunda partida na Copa do Mundo, contra a Bélgica, pelo Grupo G, e

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Às vésperas de sua segunda partida na Copa do Mundo, contra a Bélgica, pelo Grupo G, em Los Angeles neste domingo (21), o Irã voltou a reclamar das restrições enfrentadas pela delegação desde sua chegada aos Estados Unidos.

A equipe, que está concentrada em Tijuana, no México, afirma ter tido menos tempo para adaptação e preparação do que outras seleções.

Segundo o técnico Amir Ghalenoei, problemas logísticos e limitações impostas ao grupo reduziram o tempo disponível para treinamentos antes das partidas. “Essas condições são muito difíceis”, disse em entrevista a jornalistas na noite deste sábado (20).

O treinador afirmou ainda que a equipe chegou aos Estados Unidos com menos de 18 horas de antecedência para jogar e precisou realizar apenas parte do treino previsto.

Ghalenoei disse que a situação deve melhorar para a próxima viagem da delegação.

Segundo ele, os iranianos receberam autorização para chegar dois dias antes ao local da partida contra o Egito, no dia 27, algo que não havia sido permitido anteriormente.

“Me disseram que, em Seattle, eu posso fazer o que quiser e que posso chegar antes [do jogo]”, disse o treinador, sem especificar quem teria dado a permissão. “Por que não nos autorizaram isso desde o primeiro jogo?”, questionou.

Ghalenoei firmou que a Fifa tentou reduzir os problemas enfrentados pela seleção, mas ressaltou que as dificuldades persistiram ao longo das últimas semanas. “Não estou dizendo que nos ajudaram. Estou dizendo que tentaram minimizar os problemas.”

Para ele, o resultado da primeira partida (2 a 2 contra a Nova Zelândia, também em Los Angeles) é um reflexo de jogadores cansados com a viagem com pouca antecedência para o jogo.

“Houve erros individuais e também problemas defensivos”, afirmou. “Acho que fizemos passes demais. E também acredito que, por estarmos viajando e nos deslocando tanto, acabamos ficando cansados.”

Com conflitos políticos que respingam nos campos, a vontade do Irã de levar alegria ao país envolto no conflito que vive com os EUA desde o fim de fevereiro pode afetar os adversários.

O lateral-direito belga Thomas Meunier, em entrevista a jornalistas, disse que este é “um desafio adicional” para sua equipe. “Imagino que alguns atletas iranianos tenham familiares afetados pela guerra.”

“Temos o hábito de não misturar muito política com futebol, embora neste momento esteja se tornando difícil separar os dois”, prosseguiu ele, que disse acreditar que a situação pode se tornar uma motivação extra para o Irã entrar em campo.

“Há uma certa motivação, um ganho de energia para poder, enfim, orgulhar o povo, a nação, as pessoas que apoiam a equipe.”

“Eu vejo justamente como uma dificuldade adicional porque, na mentalidade deles, imagino que existam jogadores do Irã que talvez tenham familiares que foram afetados por eventos, por destruições, por bombardeios e, na realidade, quando você é patriota, você se sente necessariamente tocado por esse tipo de coisa”, afirmou Meunier.

No primeiro jogo, a equipe belga também empatou: 1 a 1 contra o Egito.

O treinador Rudi Garcia afirma que o time não estava bem posicionado, mas foi capaz de ajustar os problemas. “Precisamos estar 100% da nossa capacidade para vencê-los”, afirmou.

Uma das reclamações da equipe europeia no jogo de estreia foi a condição do campo que encontrou em Seattle.

Isso porque, devido às altas temperaturas, o campo teria secado rapidamente, o que teria deixado a bola mais devagar. Além disso, a grama estaria muito alta.

Meunier disse que o gramado do estádio de Los Angeles aparentou estar em melhores condições e, com isso, os torcedores podem esperar por um jogo mais veloz.



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