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Esporte

Copa do Mundo: esta é a Copa dos ataques – 21/06/2026 – PVC

A Copa do Mundo em três países é a primeira em 68 anos com média de gols superior a t

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A Copa do Mundo em três países é a primeira em 68 anos com média de gols superior a três por partida. Isso não acontecia desde 1958. Naquela edição, na Suécia, foram 3,60. Agora, 3,09.

O índice pode estar sendo impulsionado pelas novas determinações da Fifa, como a contagem dos segundos para cobranças de tiros de meta, laterais e escanteios.

Arsène Wenger, francês, ex-técnico do Arsenal, hoje diretor do Departamento de Desenvolvimento Global do Futebol da Fifa, tem uma frase de impacto a respeito do que precisa mudar no esporte: “Se um torcedor paga para assistir noventa minutos de jogo, precisa ver noventa minutos de jogo”.

A carta de intenções se materializa de modo a ter produzido impressões em analistas internacionais, como Michael Fox, do jornal The New York Times: “No terrible games!”, escreveu no The Athletic, braço esportivo do diário de Nova York, dizendo que não há jogos ruins nesta Copa.

Então o futebol está vencendo a guerra.

Sim, nestes primeiros dez dias de Copa, até se falou da antiga bandeira iraniana aberta no estádio de Los Angeles. A seleção do Irã permaneceu em campo, a comemoração dos gols teve protesto pacífico e as conversas foram mais sobre os lances de efeito do que sobre as questões políticas.

Falamos mais de Messi, Mbappé, Vozinha, Gakpo e Vinicius Junior que de Donald Trump. Isso é bom.

O desenvolvimento do jogo traz mudanças embutidas no que dá certo ou errado. Boa parte dos jogos, 17 dos primeiros 36, foi vencida por quem teve mais posse de bola. Só que ter o domínio e empurrar o adversário para trás não garante os três pontos, ou Portugal, recordista, com 73% do tempo de bola no pé, não teria apenas empatado com a República Democrática do Congo, com 27% do tempo com a pelota.

Chutar a gol é fundamental, mas marcar é o que importa. A Turquia foi o time que mais finalizou: 62 vezes em dois jogos. Não fez nenhum gol e perdeu duas vezes.

Carlo Ancelotti se derrete com essas informações, porque nunca se abraçou às estatísticas: “Os números são importantes como análise, mas os que valem mais são os de gols”, disse em um encontro com a imprensa nos EUA.

Quando venceu a Champions League de 2022, foi o nono colocado em chutes ao gol adversário. Na conquista de 2024, foi o décimo em posse de bola. Hoje, o Brasil é o 36º em finalizações e 17º em controle do jogo.

O jogo muda também no desenho tático, com análises contínuas do departamento comandado por Arsène Wenger. São oito analistas, time que inclui o brasileiro Gilberto Silva, campeão mundial em 2002. Verificam os ataques, todos postados num 3-2-5. Quer dizer, o retorno do velho WM.

O segundo sistema tático da história nasceu depois da mudança da lei de impedimento, em 1925. Até então, só não estava impedido o atacante com três defensores entre si e a linha de fundo. Mudou para dois e o número de gols explodiu.

João Saldanha morreu em 1990 dizendo que essa foi a única revolução do futebol em todos os tempos.

Então, o técnico escocês Herbert Chapman, do Arsenal, atrasou um de seus médios e transformou em 3-2-5 o que era 2-3-5. Junte os três de trás com os dois médios e você desenhará um M. Junte os três da frente com dois meias e há um W.

É como atacam todas as seleções da Copa.


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