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Copa do Mundo: Ancelotti e a mudança de movimento em jogos – 01/07/2026 – PVC

Há dois tipos de seleções nesta Copa do Mundo. As que chegaram prontas encantam. Ningu

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Há dois tipos de seleções nesta Copa do Mundo. As que chegaram prontas encantam.

Ninguém tem dúvida de que a França é a mais forte candidata ao título e Mbappé a se consagrar como o dono da Copa, mais que Messi.

O guepardo atingiu 37 km/h no Mundial da Rússia, em 2018. Agora usa mais o cérebro e também seu extraordinário coadjuvante, Michael Olise, definido por Thierry Henry como um doido, o melhor do time, de outro planeta.

A Argentina tem Messi. A Colômbia, o conjunto em que explodem os talentos de Luis Díaz e Jhon Arias. É bonito ver jogar os colombianos.

O outro tipo de seleção é representado pelo Brasil. Todo mundo sabe que o time chegou aos EUA desarrumado e à procura de uma maneira de jogar, capaz de fazer explodirem talentos como o de Vinicius Junior. Não está fácil, mas o time evolui.

A virada contra o Japão fez a imprensa espanhola explodir em manchetes e comentários a respeito da capacidade de Ancelotti de fazer milagres. É aquilo a que chamaram de “Milagro de Madrid”, especialmente a vitória sobre o Manchester City por 3 x 1 que levou o Real para a final em Londres, contra o Liverpool, vencida com gol de Vini Jr, em 2022.

Era a primeira Champions League sem o gol fora de casa como critério de desempate. O City vencia no Santiago Bernabéu por 1 x 0, tinha vencido em Manchester por 4 x 3, eram 45 minutos do segundo tempo e Rodrygo marcou. Aos 47’, fez o segundo. Aos 5’ da prorrogação, sofreu pênalti, convertido por Benzema.

Assim como agora, com a França, todo mundo via o Manchester City mais forte que o Real Madrid. O resultado foi diferente.

É a primeira vez na história das Copas que uma seleção europeia confia no diferencial de seus craques e o Brasil acredita na capacidade tática de seu técnico. Justamente num país em que jamais se pensou que treinador ganha jogo. Em que basta alguém se sentar no banco de reservas para ser chamado de burro ou, pior, ultrapassado.

Não há nada mais ultrapassado que tachar alguém de ultrapassado sem explicar quais técnicas e táticas apareceram e o velho senhor não notou. É como repetir a expressão “vazio de ideias” pela quinta vez.

Neste caso, o vácuo é do comentarista.

Ancelotti chama a atenção, nesta Copa do Mundo, pela mudança de movimentos de jogos, como contra o Japão. Também por sua serenidade.

Questionado sobre como avalia um possível encontro com Argentina ou França, respondeu: “Não vamos enfrentar França ou Argentina agora”. Perguntaram-lhe se a virada contra o Japão foi mais difícil para ele ou para a torcida: “Mais difícil para vocês. Eu estava confiante, porque estávamos fazendo o que havíamos trabalhado”.

Corrigiu defeitos do péssimo primeiro tempo contra Marrocos e não escondeu que estava ruim. Contra o Japão, falou a verdade e explicou por que o time abusou de cruzamentos (40). À pergunta se havia sido um plano, deu o motivo: “Queríamos abrir a defesa, alargando o campo e criando corredores pelo meio.

Mas eles não se desorganizavam e, por isso, não conseguíamos entrar. No segundo tempo, tentamos encher mais a grande área e pedi cruzamentos”.

Todos os brasileiros queriam que o Brasil jogasse como a França. Isso vai ficar para 2030. Agora, o que se imagina é se será possível o Milagre de Madri em Nova York.


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