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Copa: Após 0 a 0, torcida de Cabo Verde festeja em Atlanta – 15/06/2026 – Esporte

“Olé, Vozinha, olé”, canta a torcida de Cabo Verde dentro do Fan Festival d

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“Olé, Vozinha, olé”, canta a torcida de Cabo Verde dentro do Fan Festival de Atlanta (EUA). No fim da tarde desta segunda-feira (15), o clima de festa dos cabo-verdianos seguia em alta.

Com batuques, os “tubarões azuis” agitavam o local, festejavam o empate contra a Espanha e homenageavam o goleiro Vozinha, eleito melhor jogador da partida pelo Grupo H após segurar as investidas da seleção europeia.

O resultado teve gosto de vitória para os torcedores. Estreante em Copas do Mundo, Cabo Verde arrancou um empate sem gols diante de uma das favoritas ao título e viu seu goleiro se transformar no principal nome do jogo.

Entre os que celebravam estava Carla Monteiro, 64, que vive nos Estados Unidos há 13 anos. Ela, que deixou Cabo Verde aos 14 anos com os pais e foi para Portugal, conta que se emocionou antes mesmo da bola rolar. “Chorei quando a bandeira entrou em campo e durante o hino”, disse.

Apaixonada por futebol, Carla afirma que passou décadas acompanhando Copas do Mundo pela televisão e sonhando em ver sua seleção no torneio. “Eu sempre dizia: um dia quero ver Cabo Verde numa Copa. E Deus me deu essa alegria.”

Para ela, enfrentar a Espanha e sair com um empate já representa uma conquista. “Nós somos um país tão pequenino, mas somos tão grandes”, afirmou.

O resultado não diminuiu sua ambição para o restante da competição. Carla já faz planos para acompanhar a equipe africana na próxima partida, em Miami.

Questionada sobre os gastos da viagem, respondeu aos risos: “A gente nem vê o preço”.

As primas Fátima Ribeiro, 47, Natália Dipina, 46, e Maria Ribeiro, 49, também comemoravam o resultado.

Elas vivem em Massachusetts, estado que concentra uma das maiores comunidades cabo-verdianas nos Estados Unidos, e elogiaram Vozinha. “Fez um trabalho incrível”, disse Fátima. “É a nossa primeira Copa do Mundo, então estamos aproveitando cada momento.”

Filha de cabo-verdianos e nascida nos Estados Unidos, Natália afirmou que a partida representou uma oportunidade rara de celebrar as origens da família em um palco global. “É uma experiência única na vida estar aqui.”

A festa, segundo ela, estava apenas começando. Depois do jogo, os torcedores seguiriam para eventos e encontros organizados pela comunidade cabo-verdiana em Atlanta. “Nós gostamos de festejar, de dançar, de música”, afirmou.



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