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Copa 2026: Neymar é chamado, e discussão será titularidade – 18/05/2026 – O Mundo É uma Bola

É oficial. Neymar, 34, salvo alguma lesão até lá, vai para sua quarta Copa do Mundo c

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É oficial. Neymar, 34, salvo alguma lesão até lá, vai para sua quarta Copa do Mundo com a seleção brasileira.

Na convocação, Carlo Ancelotti optou pela experiência e pelo talento do camisa 10, o mais nobre número no futebol (devido a Pelé), nos Mundiais de 2014, 2018 e 2022, nos quais o Brasil fracassou, sem ele em campo (no 7 a 1 diante da Alemanha, no Mineirão) e com ele em campo (nas quedas diante de Bélgica, na Rússia, e Croácia, no Qatar).

Ficou fora João Pedro, 24, do Chelsea. Sem ele, o Brasil perde um atacante de habilidade, bom finalizador, que joga mais próximo ao gol e que fez um ótimo Supermundial de clubes no ano passado, quando o clube inglês sagrou-se campeão.

Carletto concluiu que a seleção estará bem servida no meio do ataque com Igor Thiago, caso decida escalar um centroavante de ofício.

A discussão a partir de agora passa a ser esta: Neymar será titular ou vai compor o elenco, entrando no caso de a seleção precisar de um diferencial criativo e de um atleta que historicamente rendeu com a camisa amarela?

“Rendimento? Qual?”, há de perguntar quem lê estas linhas. Gols. Neymar é, em números absolutos, o maior artilheiro da seleção brasileira: 79 gols. Pelé fez 77.

A média por jogo do Rei do Futebol é superior (0,84 x 0,62), e bem longe de mim querer fazer comparação entre os dois na relevância para o futebol. Porém ninguém nos últimos anos chegou perto da produtividade de Neymar, que ainda acumula 58 assistências pelo Brasil.

“E títulos? Faltam títulos pela seleção”, será a próxima queixa do leitorado. Neymar, há de se lembrar, faturou o inédito ouro olímpico na Rio-2016, fazendo gol na final (1 a 1) contra a Alemanha e, na disputa para definir o campeão, cobrando e convertendo o pênalti decisivo.

Não valem Jogos Olímpicos? O Brasil conquistou com ele a Copa das Confederações de 2013, no Maracanã, um 3 a 0 na Espanha, e Neymar marcou um dos gols. É pouco?

Sem Neymar, fora devido a uma lesão no tornozelo, o Brasil ganhou uma única vez, a Copa América de 2019, 3 a 1 no Peru no Maracanã. Não é muito.

A presença do craque não foi suficiente para a seleção vencer as Copas América de 2011, 2015 e 2021. Sua ausência não resultou em êxito nas Copas América de 2016 e 2024.

Resumindo, em um placar com Copa do Mundo, Copa América e Copa das Confederações: com Neymar, Brasil 1 x 6; sem Neymar, Brasil 1 x 2.

Esperava-se que, pela badalação e pelo talento, o Brasil pudesse ter sido mais vitorioso quando Neymar esteve presente. Só que nem sempre a individualidade decide no futebol, jogo coletivo, com 11 titulares e (atualmente) 15 reservas em busca de um objetivo. Botar a culpa só nele pelos reveses é descabido.

Exposta a numeralha, caberá a Ancelotti decidir pela titularidade. Serão dois amistosos (Panamá, dia 30 deste mês, e Egito, dia 6 de junho) antes da estreia na Copa, diante de Marrocos, no dia 13 de junho. A depender da escalação, saberemos qual a pretensão de Carletto para o veterano.

Com Neymar, o Brasil ganha em técnica, visão de jogo, criação de jogadas, bola parada e individualidade. Sem, independentemente de quem jogue, terá mais velocidade, intensidade física, poder de recomposição defensiva e jogo coletivo.

Há prós, há contras. É necessário colocar na balança e ver que lado pesa mais.


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