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Contra o calor, estádio em Houston faz torcida passar frio – 29/06/2026 – Esporte

Quando Brasil e Japão entrarem em campo nesta segunda-feira (29), às 14h (de Brasília)

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Quando Brasil e Japão entrarem em campo nesta segunda-feira (29), às 14h (de Brasília), no estádio NRG, em Houston, a temperatura na cidade do Texas deverá estar na casa dos 33ºC.

Mas, dentro do estádio, não será surpresa se torcedores forem vistos com agasalhos ou mesmo passando frio.

Palco de sete confrontos desta Copa do Mundo, a arena possui um avançado sistema de ar condicionado, projetado para aliviar o calor durante os diversos eventos que o local abriga.

Com capacidade para 72.200 pessoas —e praticamente lotado nos cinco jogos que recebeu até o momento (Alemanha 7 x 1 Curaçao, Portugal 1 x 1 RD Congo, Holanda 5 x 1 Suécia, Portugal 5 x 0 Uzbequistão e o 0 a 0 entre Cabo Verde e Arábia Saudita)—, o estádio também tem um teto retrátil, o que impede que o calor extremo ou outras condições climáticas possam interferir nas partidas.

De acordo com Hussain Naqi, gerente-geral do NRG Park, complexo do qual o estádio faz parte, durante os jogos a temperatura fica entre 20ºC e 21ºC, conforme decisão da Fifa, que levou em consideração não só a qualidade do evento como também o cuidado com o gramado.

“Há muita pesquisa sobre as condições ideais para manter o gramado saudável pelo maior tempo possível, especialmente em situações sem luz solar direta. Existem até luzes artificiais para o gramado.

Há muitos anos de pesquisa para definir a umidade do ar e a temperatura necessária para esse tipo específico de grama”, explicou Naqi à Folha.

“É um projeto pensado para grandes públicos, especialmente em eventos de grande porte. Quando recebemos grandes multidões, como em uma Copa do Mundo ou em jogos importantes, o sistema foi desenhado para isso”, acrescentou.

Polo mais importante do Texas, Houston era motivo de preocupação para os organizadores da Copa do Mundo devido à imprevisibilidade climática da região. Na primeira semana de jogos na cidade, chuvas torrenciais provocadas pela tempestade tropical Arthur foram constantes.

Nos últimos dias, porém, uma onda de calor e a umidade voltaram. Na manhã deste domingo (28), o Brasil treinou no Shell Energy Stadium, que fica próximo ao palco da partida com os japoneses. A atividade teve início às 10h (horário local), com temperatura média de 31ºC.

Casa de Houston Dynamo FC (MLS), Houston Dash (NWSL) e Texas Southern Tigers, do futebol americano universitário, o estádio é bem menor do que o NRG, com capacidade para cerca de 22 mil pessoas. Mais antigo, ele é descoberto e não tem sistema projetado para lidar com o calor.

A transição de um estádio para o outro chamou a atenção dos jornalistas, que, cerca de três horas depois do treino, foram ao palco da partida para acompanhar as entrevistas dos técnicos Carlo Ancelotti e Hajime Moriyasu e do zagueiro brasileiro Marquinhos.

Alguns tiraram seus agasalhos das mochilas. Outros foram surpreendidos com a necessidade de ter um à disposição nesta época do ano no Texas.

Apesar do frio, segundo Hussain Naqi, o estádio costuma receber avaliações positivas de seu sistema de climatização.

“Temos que dizer que estamos muito gratos pelo feedback extremamente positivo que recebemos de fãs do mundo todo. Somos privilegiados e humildes por receber pessoas de mais de 180 países. Muitos vêm de lugares com climas muito diferentes”, afirmou. “Os jogadores e torcedores têm relatado muito conforto dentro do estádio, mesmo com o calor externo.”

Esta não é a primeira vez que a Copa do Mundo é disputada em locais que precisam recorrer à tecnologia para lidar com questões climáticas. No Qatar, em 2022, os estádios também foram equipados com um potente sistema de ar condicionado.

A tecnologia usada na última Copa foi desenvolvida junto com a Universidade do Qatar. De acordo com o Supremo Comitê de Entrega e Legado, o aparato era alimentado por energia solar para manter ventiladores que puxam o ar externo e o resfriam.

Durante as partidas, o clima nos espaços onde ficavam localizados as torcidas, os jogadores e o campo tinha temperaturas médias de 18ºC a 24ºC, bem semelhantes ao que haverá no estádio em Houston.



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