Uma das últimas vagas na seleção brasileira convocada para a Copa do Mundo de 2026 foi ocupada por um garoto de 19 anos. Outra ficou com um atleta de 38.
Rayan tem a metade da idade de Weverton. Mas o jovem atacante do Bournemouth e o veterano goleiro do Grêmio oferecem qualidades que Carlo Ancelotti buscava para fechar o grupo.
No caso do arqueiro, o que pesou foi justamente a vivência. Como Alisson, 33, do Liverpool, vem de problemas físicos, o treinador preferiu apostar em alguém calejado como terceira opção —a outra é Ederson, 32, do Fenerbahçe.
Ficaram para trás Bento, 26, do Al Nassr, e Hugo Souza, 27, do Corinthians. Ancelotti pensou na possibilidade emergencial de ter que utilizar o terceiro guarda-metas no Mundial e chegou à conclusão de que não confiava suficientemente neles.
“Valorizamos a experiência no alto nível. Chamamos jogadores que não precisamos testar”, afirmou o italiano, observando que os três goleiros são os mesmos chamados por Tite para a Copa de 2022 —ainda que Weverton esteja longe do auge, tenha sido descartado pelo Palmeiras e seja hoje questionado pelos torcedores do Grêmio
No ataque, Rayan acabou herdando a vaga de Estêvão, 18, do Chelsea, lesionado. O treinador já havia apontado que o garoto do Bournemouth, que surgiu no Vasco e se transferiu para o futebol da Inglaterra no início do ano, seria uma peça importante no futuro da seleção.
Quando o jovem foi convocado para os recentes amistosos contra França e Croácia, por problemas físicos de outros jogadores, esperava-se que seria apenas um pontapé inicial em sua carreira no time nacional. A meta era 2030.
Mas o hábil canhoto, capaz de atuar como ponta e também no centro do ataque, impressionou o comandante nos treinamentos e antecipou o cronograma. No processo, ultrapassou João Pedro, 24, do Chelsea, e Pedro, 28, do Flamengo, que ficaram fora da relação.
São nove os atacantes convocados por Ancelotti. Dessa maneira, ele se sentiu à vontade para incluir na larga lista alguém mais inexperiente, que pode ou não contribuir em sua primeira experiência no Mundial. No gol, o italiano preferiu ser conservador e chamar um veterano.
É bem improvável que Weverton ou Rayan tenha minutos significativos em campo na Copa de 2026. Ficou claro, de qualquer maneira, o raciocínio envolvido na escolha feita por Carletto para fechar a lista, atrás e na frente.

