sábado 20, junho, 2026 - 11:58

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automação avança mas ainda depende dos contadores

A adoção de inteligência artificial (IA) na contabilidade já permite a automação de

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A adoção de inteligência artificial (IA) na contabilidade já permite a automação de parte das rotinas operacionais em escritórios contábeis e departamentos fiscais, especialmente em tarefas repetitivas de classificação, processamento e conferência de dados. No entanto, atividades que envolvem interpretação normativa, validação de informações críticas e tomada de decisão seguem sob responsabilidade humana, devido à necessidade de análise técnica e cumprimento de obrigações legais.

Na prática, a aplicação dessas tecnologias ocorre de forma gradual em sistemas contábeis, fiscais e de gestão empresarial, com uso voltado à otimização de processos internos, redução de retrabalho e apoio à análise de grandes volumes de dados. A supervisão profissional permanece necessária para garantir conformidade com normas contábeis, tributárias e regulatórias.

Automação na contabilidade é aplicada em rotinas operacionais e repetitivas

Entre os processos que já contam com maior nível de automação estão a classificação de documentos fiscais, conciliação bancária, organização de lançamentos contábeis e leitura automatizada de notas fiscais eletrônicas. Esses processos utilizam algoritmos para reconhecer padrões e estruturar informações com base em dados históricos.

Sistemas de gestão contábil também vêm incorporando recursos de IA para apoiar a categorização de despesas, identificação de inconsistências em registros e integração de informações entre diferentes bases de dados. Essas funcionalidades reduzem o tempo de execução de tarefas operacionais e ampliam a capacidade de processamento de informações.

Apesar do avanço tecnológico, a validação final dos dados permanece sob responsabilidade dos profissionais da contabilidade, especialmente em processos que impactam demonstrações financeiras e obrigações acessórias.

Uso da IA na contabilidade ainda se concentra em dúvidas básicas dos usuários

Um levantamento da Questor, divulgado em reportagem do Monitor Mercantil, com base na análise de cerca de 1.500 interações de usuários com sua própria inteligência artificial contábil, indicou que o uso dessas ferramentas ainda está fortemente concentrado em demandas iniciais. Segundo o estudo, cerca de 45% das interações são perguntas de caráter conceitual, enquanto apenas 20% estão relacionadas à execução de tarefas dentro do sistema.

O levantamento também aponta um volume relevante de questionamentos sobre navegação, com usuários buscando entender onde localizar funcionalidades e como acessar recursos específicos dentro da plataforma. O dado indica que, apesar da expansão da IA na área contábil, o uso prático ainda convive com dúvidas operacionais básicas.

Processos contábeis ainda exigem análise técnica e interpretação profissional

Atividades que envolvem interpretação de normas contábeis, legislação tributária e aplicação de critérios técnicos não são integralmente automatizadas. A definição de enquadramentos fiscais, análise de impacto tributário e avaliação de riscos continuam dependentes de supervisão especializada.

Também permanecem sob controle humano decisões relacionadas à elaboração de demonstrações contábeis, revisão de lançamentos sensíveis e validação de informações utilizadas em auditorias e fiscalizações. Nesses casos, a IA atua como ferramenta de apoio, mas não substitui a responsabilidade técnica do profissional.

A atuação profissional também é necessária para interpretar contextos específicos de cada empresa, considerando particularidades operacionais, regimes tributários e exigências regulatórias aplicáveis.

Uso da IA na contabilidade exige integração entre tecnologia e governança

A incorporação de inteligência artificial em processos contábeis demanda estruturação de fluxos de controle e revisão, especialmente para garantir a integridade das informações geradas pelos sistemas automatizados. O uso dessas ferramentas tende a ser integrado a políticas internas de compliance e governança de dados.

No ambiente empresarial, a tecnologia é utilizada como suporte à gestão contábil e fiscal, enquanto a responsabilidade sobre as informações permanece vinculada aos profissionais habilitados e às obrigações legais vigentes.

A tendência indica um modelo híbrido de atuação, no qual a automação assume tarefas operacionais e a supervisão humana permanece responsável por decisões técnicas e validação final das informações contábeis.

Com informações Questor e Monitor Mercantil





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