Você, jovem futebolista em início de carreira, candidato a craque segundo sua autoavaliação e a análise de quem o vê jogar, quer tentar se tornar um Cristiano Ronaldo? Não na parte técnica, que é muito peculiar a cada um, mas na parte física? Dá para tentar.
O português, um dos melhores jogadores do esporte bretão, rompeu a barreira dos 40 anos em forma admirável. Como? Disciplina e dedicação foram imprescindíveis. Treinos puxados, dia a dia, descanso adequado, dia a dia. Um dos segredos é esse equilíbrio entre o esforço e o repouso.
Há um outro fator: a dieta. De acordo com o exposto por Giorgio Barone, chef que foi responsável pelo cardápio do atacante, a seguida por CR7 é rigorosa. O italiano, em entrevista ao site Covers, deu detalhes até então desconhecidos (ao menos para mim) acerca da rotina alimentar do astro.
Para começar, nada de leite. Não se trata de uma proibição, e sim de uma opção, com base no que é depreendido da zoologia. Diz Barone que “os humanos são os únicos animais que bebem o leite de outros animais. Nenhum outro animal bebe leite depois de três meses. É contra a natureza”.
Assim, Cristiano Ronaldo não consome leite ou derivados. Os nutrientes neles contidos são absorvidos via outras fontes, como verduras e peixes. Então, jovem futebolista, caso queira seguir à risca o estilo CR7, abdique do leite. E, com ele, do achocolatado.
Cristiano Ronaldo não ingere açúcar. Doces e sorvetes industrializados? Vetados. Bolacha recheada? Vetada. Refrigerante? Vetado. Suco de caixinha? Vetado. Entre os salgados, as proibições, que incluem arroz branco e tudo que tenha farinha (massas, pães), são várias: hambúrguer, batata-frita, salgadinho, nuggets, cachorro-quente, pizza.
“Ele não come junk food. Nunca”, afirma Barone. “Açúcar, nem no café. O açúcar é um veneno para o corpo.” Essas determinações”, diz, não são restrições temporárias, mas “hábitos para toda a vida”.
Prestes a ir para sua sexta Copa do Mundo, o camisa 7 de Portugal e do Al Nassr (Arábia Saudita) consome regularmente frutas (especialmente o abacate, que contém gorduras boas, potássio, vitaminas), carnes magras (frango, peixe, que são fontes de proteína), vegetais (muitas folhas verdes, para obter carboidrato), ovos. E café, sem açúcar e sem exagero.
Outro corte, jovem futebolista admirador do CR7, que precisa ser feito: aposentar o PlayStation –ou qualquer videogame– no período noturno. Essa atividade, viciante, costuma estender-se até a madrugada. Detona o sono.
Cristiano Ronaldo, em dia que não tem jogo à noite, janta cedo e dorme cedo, a fim de acordar cedo, bem-disposto, pronto para mais um dia mantendo 7% de gordura corporal, percentual inferior à média de 10% a 12% dos jogadores de futebol.
Está aí, jovem futebolista, a fórmula do sucesso, o caminho para se tornar a próxima “máquina humana”?
Negativo. O que Cristiano Ronaldo faz para se preservar e se potencializar é salutar, recomendável. No entanto, não apenas replicar a dieta e os hábitos farão de alguém um espelho do cinco vezes melhor jogador do mundo.
Há um componente vital a ser considerado: a genética. A estrutura óssea de Cristiano Ronaldo é… a de Cristiano Ronaldo. Dá para ficar parecido com o Robozão. Igual, não.

