quinta-feira 7, maio, 2026 - 22:08

Brasília

Brasil bate recorde e realiza mais de 30 mil transplantes em 2025

O Brasil registrou recorde de transplantes no ano passado, com 31 mil procedimentos reali

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O Brasil registrou recorde de transplantes no ano passado, com 31 mil procedimentos realizados no país, um aumento de 21% em relação a 2022. Além disso, no mesmo período, houve um crescimento de 37% nos recursos federais para o Sistema Nacional de Transplantes, que alcançaram R$ 1,5 bilhão.

O transplante de córnea foi o mais realizado, com mais de 17,7 mil cirurgias. Em seguida, aparecem os de rim, medula óssea, fígado e coração.

Também houve aumento das equipes de captação de transplantes e de voos para o transporte de órgãos, com quase 5 mil, 22% a mais. Valter Garcia, membro da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, fala sobre os avanços.

“O ano 2025 foi o melhor ano da doação e transplante na história do Brasil. Nós ultrapassamos 20 doadores por 1 milhão de população, mas houve também um aspecto que em 2022 a gente estava saindo da pandemia de covid-19 e estava num patamar mais baixo de doação e transplante que nos anos anteriores”.

O médico Edson Arakaki é um dos beneficiados pelo transplante. Ele recebeu um rim de uma irmã devido à Doença de Berger, que leva a um depósito anormal de proteínas no órgão. 

“Com o passar do tempo, a doença evoluiu com a perda da função renal. Quando os exames demonstraram que o meu rim tinha atingido um nível crítico, meu médico me colocou na lista. Porém, uma irmã minha fez os exames de compatibilidade na época e eles foram altamente compatíveis. Nós fizemos a cirurgia em 2001, e tanto a recuperação dela como a minha foram excelentes. Hoje eu não tenho nenhuma restrição, pratico esportes, e tenho uma qualidade de vida como de qualquer outra pessoa”.

Já Patrícia Fonseca, primeira brasileira transplantada de coração, recebeu o órgão de uma família desconhecida, ato fundamental para a cura de uma miocardiopatia dilatada.

“Me emociona muito falar do meu transplante, porque eu sou muito grata a uma família que disse sim à doação de órgãos. Não é que eu não estaria bem se não fossem eles; eu não estaria viva. Eu não estaria viva se não fosse uma família, que em algum lugar do Brasil, disse sim para a doação”.

Apesar dos avanços, a recusa familiar à doação de órgãos ainda é um desafio. Atualmente, cerca de 45% das famílias não autorizam as doações. Valter Garcia destaca a importância de mais divulgação e orientação sobre o assunto.

“O primeiro fator importante são as medidas promocionais sobre o transplante. Alguma campanha, principalmente em escolas. Explicar a importância da doação, como é que funciona, para as pessoas terem educação e conhecimento”.

Para entrar na lista de espera para o transplante de órgãos, o paciente precisa passar por avaliação e exames em um unidade de saúde habilitada. Confirmada a indicação para o procedimento, a equipe responsável efetua a inclusão do paciente no sistema.

* Com produção de Dayana Victor.
 




Fonte GDF

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