domingo 24, maio, 2026 - 18:43

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68% dos brasileiros apoiam fim da escala 6×1, aponta pesquisa

Levantamento divulgado nesta segunda-feira (18) pela Quaest, encomendado pela Genial Inve

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Levantamento divulgado nesta segunda-feira (18) pela Quaest, encomendado pela Genial Investimentos, mostra que 68% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1 de trabalho, modelo em que o empregado atua por seis dias consecutivos e descansa apenas um.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Segundo o levantamento, 22% dos entrevistados são contrários à proposta, enquanto 7% afirmam não ser nem favoráveis nem contrários. Outros 3% não souberam ou preferiram não responder.

O tema vem sendo debatido no Congresso Nacional por meio de propostas que tratam da redução da jornada semanal de trabalho e da substituição da escala 6×1 por modelos com mais dias de descanso.

Apoio ao fim da escala recua em relação às pesquisas anteriores

Apesar de a maioria da população continuar favorável à mudança, os dados indicam oscilação em relação aos levantamentos anteriores realizados pela Quaest.

Em dezembro, 72% dos entrevistados apoiavam o fim da escala 6×1. Em julho do ano passado, o índice era de 69%.

Já o percentual de pessoas contrárias à proposta caiu ao longo das pesquisas: era de 26% em julho, passou para 24% em dezembro e agora chegou a 22%.

Também houve aumento no número de entrevistados que afirmam não ter posição definida sobre o tema, passando de 2% para 7%.

Debate tem forte repercussão e avança no Congresso

A pesquisa mostra ainda que a discussão sobre a escala 6×1 já alcança grande parte da população brasileira.

Segundo os dados, 43% afirmam acompanhar de perto o debate sobre o tema, enquanto 29% dizem ter ouvido falar, mas acompanham pouco.

Outros 27% declararam não acompanhar a discussão e 1% não soube ou não respondeu.

O acompanhamento é maior entre pessoas com ensino superior: nesse grupo, 59% afirmam acompanhar o debate de perto. Entre os entrevistados com ensino fundamental, o índice cai para 30%.

Atualmente, o assunto está em análise em comissão especial da Câmara dos Deputados. O colegiado discute propostas de emenda à Constituição (PECs) relacionadas à redução da jornada de trabalho, além de projeto encaminhado pelo governo federal prevendo limite semanal de 40 horas e redução da escala de seis para cinco dias de trabalho.

Apoio varia conforme posicionamento político dos entrevistados

A pesquisa também identificou diferenças de posicionamento conforme a identificação política dos entrevistados.

Entre os entrevistados que se declaram apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 76% são favoráveis ao fim da escala 6×1, enquanto 17% se posicionam contra.

Entre os entrevistados identificados como bolsonaristas, o apoio cai para 44%, enquanto 42% afirmam ser contrários à proposta.

Já entre os que se classificam como independentes, 70% apoiam o fim da escala e 16% são contrários.

O tema tem sido tratado pelo governo federal como uma das prioridades nas discussões trabalhistas deste ano.

Possibilidade de redução salarial muda percepção da população

O cenário apresentado pela pesquisa muda significativamente quando o fim da escala 6×1 é associado à hipótese de redução salarial.

Nesse caso, 56% dos entrevistados afirmaram ser contrários à proposta caso ela resulte em diminuição da remuneração dos trabalhadores.

Ao mesmo tempo, o apoio à mudança cai de 68% para 39%.

Outros 1% afirmaram não ser nem favoráveis nem contrários, enquanto 4% não souberam responder.

Os dados indicam que o apoio ao novo modelo de jornada está diretamente relacionado à manutenção dos salários atuais.

Regiões e faixas de renda apresentam diferenças de posicionamento

O Nordeste aparece como a região com maior apoio ao fim da escala 6×1, com 72% favoráveis à proposta. No Sul, o índice cai para 63%.

No Sudeste, 66% apoiam a mudança, enquanto no Centro-Oeste e Norte o percentual também é de 66%.

Já entre os entrevistados com renda familiar acima de cinco salários mínimos, o apoio ao fim da escala fica em 62%, enquanto 30% se posicionam contra.

Entre quem recebe até dois salários mínimos, 70% apoiam a proposta.

Quando o cenário envolve redução salarial, a rejeição cresce em praticamente todos os grupos pesquisados, independentemente de renda, sexo, faixa etária ou escolaridade.

Discussão pode impactar empresas e rotinas trabalhistas

As discussões sobre redução da jornada e mudanças na escala de trabalho vêm sendo acompanhadas por empresas, departamentos de recursos humanos e profissionais da contabilidade.

Possíveis alterações podem gerar impactos em escalas operacionais, folha de pagamento, acordos coletivos, controle de jornada e custos trabalhistas.

Setores que dependem de funcionamento contínuo, como comércio, indústria, saúde, transporte e serviços, acompanham o avanço das propostas no Congresso Nacional.

Especialistas também observam possíveis reflexos em contratação de pessoal, produtividade e reorganização das rotinas corporativas caso novas regras sejam aprovadas.

Com informações  do g1





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