terça-feira 31, março, 2026 - 15:14

Saúde

Tratamento experimental reverte sintomas de Alzheimer em ratos

Uma estratégia experimental conseguiu reverter déficits cognitivos em ratos com Alzheim

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Uma estratégia experimental conseguiu reverter déficits cognitivos em ratos com Alzheimer, segundo estudo publicado em dezembro de 2025 na revista científica Molecular Therapy. A pesquisa foi liderada por cientistas da Universidade de Barcelona, na Espanha, e realizada em modelo animal.

O trabalho investigou uma abordagem voltada para restaurar o funcionamento das conexões entre neurônios, conhecidas como sinapses, que são afetadas ao longo da doença.

Os pesquisadores utilizaram uma intervenção biológica chamada terapia gênica capaz de atuar em processos celulares ligados à comunicação entre neurônios. No Alzheimer, essas conexões vão se perdendo com o tempo, o que comprometer a memória e outras funções cognitivas.

A proposta do estudo foi justamente tentar recuperar essa comunicação, em vez de focar apenas na eliminação de proteínas associadas à doença. Nos experimentos, os ratos tratados passaram por testes comportamentais usados para avaliar memória e aprendizado. Segundo os autores, ao final dos testes os animais apresentaram:

  • Melhora no desempenho em testes de memória.
  • Recuperação de funções cognitivas prejudicadas.
  • Respostas superiores em comparação aos animais não tratados.

Os resultados indicam que a estratégia conseguiu reverter alterações cognitivas já presentes, e não apenas impedir a progressão do quadro.

Hoje, os tratamentos disponíveis para Alzheimer atuam principalmente para retardar a evolução da doença, com efeito limitado sobre os sintomas já instalados. Por isso, abordagens que buscam recuperar funções cerebrais perdidas são consideradas promissoras dentro da pesquisa científica.

Tratamento experimental reverte sintomas de Alzheimer em ratos - destaque galeria

Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas
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Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas

PM Images/ Getty Images

Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista
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Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista

Andrew Brookes/ Getty Images

Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce
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Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce

Westend61/ Getty Images

Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano
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Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano

urbazon/ Getty Images

Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença
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Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença

OsakaWayne Studios/ Getty Images

Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns
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Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns

Kobus Louw/ Getty Images

Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença
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Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença

Rossella De Berti/ Getty Images

O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida
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O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida

Towfiqu Barbhuiya / EyeEm/ Getty Images

 Ainda não é um tratamento disponível

Apesar dos resultados positivos, os próprios pesquisadores destacam que a estratégia ainda está em fase inicial. Isso significa que ainda são necessários mais estudos clínicos para avaliar segurança e efeito real.

A expectativa é que novas pesquisas aprofundem os mecanismos observados e avaliem se a abordagem pode ser adaptada para uso em pessoas. Até lá, os resultados ajudam a entender melhor como o cérebro responde a intervenções e abrem caminho para futuras estratégias no tratamento do Alzheimer.



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