quarta-feira 28, janeiro, 2026 - 3:35

Esporte

Superquarta da Champions está mais super que a de 2025 – 28/01/2026 – O Mundo É uma Bola

Se no ano passado, o inicial da nova Champions League –que abandonou na fase de classif

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Se no ano passado, o inicial da nova Champions League –que abandonou na fase de classificação os oito grupos (com quatro equipes em cada um) e instaurou um grupo único com 36 times (quatro a mais no total)–, eu me permiti ter dúvida se a nova fórmula era bacana, agora não tenho dúvida: estou convencido de que é.

Pelo menos na emoção reservada para a superquarta, que é esta quarta (28), com 18 partidas disputadas exatamente no mesmo horário (17 horas de Brasília), é difícil contestar que o sistema está funcionando, já que desses 18 jogos só um é considerado “sem validade”.

Com o “grupão”, que funciona em sistema de pontos corridos, não mais avançam, como antes, aos mata-matas (duelos eliminatórios em ida e volta) 16 clubes, os dois primeiros de cada grupo, e sim 24.

Os oito times mais bem colocados asseguram vaga nas oitavas de final e ganham duas datas livres (para descanso e/ou treinamentos), algo muito valorizado em um calendário entupido de jogos.

Quem acaba essa fase (grupão) do 9º ao 24º lugar entra em um mata-mata prévio que classificará oito para encarar os “de folga” que já estão nas oitavas. Se por um lado o calendário aperta, uma partida a mais de Champions em casa dá retorno financeiro, em ingressos e merchandising.

Quando, em uma rodada decisiva, somente uma de 18 partidas não vale nada, a competição mostra-se bem-sucedida. Pode até ser algo pontual e que em 2027 isso não se repita, mas vivemos o hoje, e para hoje está dando certo.

Qual jogo não tem importância? Arsenal (primeiro colocado, com 21 pontos, sete vitórias em sete partidas) contra Kairat (um empate e seis derrotas), 36º e último na tabela.

O líder do Campeonato Inglês já assegurou uma colocação que lhe permite, caso vá avançando, fazer o duelo de volta dos mata-matas em casa até as semifinais, uma bela vantagem –a final é em jogo único. E o líder do Campeonato Cazaque está eliminado.

Além do Kairat, dos 36 participantes, somente três (Eintracht Frankfurt-ALE, Slavia Praga-TCH e Villarreal-ESP) vão a campo sem chance de classificação.

Ou seja, dessas três dúzias de equipes, meras cinco (nem meia dúzia) jogarão desinteressadas, sendo que as três mencionadas entre parênteses no parágrafo anterior enfrentarão alguém interessado em algo.

Para 31 clubes, o jogo da superquarta vale alguma coisa, mais que na edição passada, em níveis variados: manter a vaga entre os oito, conseguir a vaga entre os oito; manter a vaga no segundo escalão (9º ao 24º), obter um lugar nesse escalão –entre estes últimos está o Napoli, atual campeão italiano, atual 25º no grupão.

Até o segundo colocado, o classificadíssimo Bayern, com 18 pontos, tem um estímulo: precisa de pelo menos um empate (na Holanda, contra o PSV, que em 22º lugar corre sério risco de eliminação se não ganhar) para obter a mesma vantagem que o Arsenal assegurou (mando de campo na partida de volta até a semifinal).

Se cair ante o campeão holandês, o time de Munique pode perder a posição para o Real Madrid (3º), que visita o Benfica, que mesmo em 29º ainda tem esperança.

É tudo tão emparelhado que o Real (15 pontos), caso derrotado, pode ser ultrapassado por dez times, que estão com 12, 13, 14 ou 15 pontos, despencar na tabela e acabar o grupão em 13º lugar, sem vaga direta nas oitavas.

Com tantas e tantas possibilidades, não dá para não apreciar e não defender a superquarta da Liga dos Campeões da Europa.

A única reclamação, que não é resolvível, é que dá para ver, com atenção, apenas uma partida, já que todas as 18 são na mesma hora –corretamente, para que nenhum clube fique sabendo de antemão o resultado do jogo de outro.


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