Apesar de ser altamente prevenível, o câncer de colo do útero é um dos que mais matam mulheres no Brasil. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) projetaram que o país deve ter tido ao menos 17 mil novos casos no ano passado. Os números mostram a necessidade de estar atento aos sinais da condição e realizar exames preventivos com regularidade.
O grande problema para a detecção precoce do câncer de colo do útero é que, nos estágios iniciais, ele não costuma apresentar sinais claros, sendo detectado apenas se a mulher realizar testes de rastreio. No entanto, a ocorrência de alguns sintomas servem de sinal de alerta para procurar um especialista, entre eles estão:
- Sangramento anormal fora da menstruação ou após a relação sexual.
- Surgimento de corrimento com odor desagradável, presença de sangue e coloração mais escura ou amarronzada.
Em casos mais avançados, os indicativos mais comuns são: dor na relação sexual; incômodo na lombar; inchaço nas pernas; dificuldade para urinar ou evacuar; presença de sangue na urina ou nas fezes; cansaço excessivo; perda de peso; e redução da disposição.
No caso de qualquer sintoma estranho, é recomendável procurar ajuda médica para investigar a causa. Os sinais podem estar relacionados tanto ao câncer de colo do útero quanto a outras condições, sendo essencial a análise.
Como prevenir o câncer de colo do útero
Geralmente, a condição é causada pela infecção persistente por tipos oncogênicos do papilomavírus humano (HPV). No entanto, o tumor maligno pode ocorrer através de outros motivos também.
“Há outros fatores de risco associados, como início precoce da atividade sexual, múltiplos parceiros, histórico de verrugas genitais, tabagismo e pacientes com doenças imunossupressoras”, alerta o ginecologista José Moura, do Hospital da Mulher Anchieta.
Para se precaver, a realização do exame preventivo com regularidade e a imunização contra o HPV, disponível no SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos, são as melhores ações.
O recomendado é que os testes comecem assim que a mulher iniciar sua vida sexual. Primeiramente, os exames devem ser anuais. Após dois anos consecutivos com resultados normais, o período passa a ser a cada três anos.
“Consultas periódicas e exames como o Papanicolau e o teste de HPV são fundamentais para reduzir a mortalidade”, destaca a ginecologista Sophie Françoise Mauricette Derchain, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).











