O atleta queniano Albert Korir, vencedor da prestigiosa maratona de Nova York em 2021, foi suspenso por cinco anos após admitir ter se dopado, informou nesta segunda-feira (30) a Unidade de Integridade do Atletismo (AIU, na sigla em inglês).
Korir, de 32 anos, testou positivo para uma forma sintética de eritropoietina (EPO), que estimula a produção de glóbulos vermelhos, em controles fora de competição realizados no Quênia em outubro de 2025.
A AIU informou que Korir recebeu uma redução de um ano em relação à suspensão inicial de seis anos “com base em uma admissão antecipada e na aceitação da sanção”.
Sua suspensão de cinco anos começou em 8 de janeiro de 2026, data em que foi suspenso provisoriamente, até 7 de janeiro de 2031.
Korir venceu a maratona de Nova York em 2021 com um tempo de 2h08min 22s e ficou em terceiro lugar em 2023 com sua melhor marca pessoal de 2:06:57. Ele também venceu a maratona de Ottawa em 2019 e 2025.
A sanção a Korir chega quase seis meses depois de sua compatriota Ruth Chepngetich, atual recordista mundial de maratona, ter sido suspensa por três anos após admitir o uso de hidroclorotiazida (HCTZ), um diurético proibido utilizado como agente mascarante.
Correr é uma via de saída da pobreza para muitos no Quênia, o que exerce uma pressão maior sobre os atletas. Alguns acabam recorrendo ao doping, já que o país carece da infraestrutura necessária para controlar as estrelas.
O Quênia trabalhou para limpar sua imagem após uma série de escândalos de doping envolvendo os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016, que levaram à sua declaração de não conformidade pela WADA.
Mais de 140 corredores quenianos, principalmente fundistas, foram sancionados por infrações de doping desde então.
Em junho de 2024, o Quênia impôs sua primeira sanção vitalícia à maratonista Beatrice Toroitich e uma suspensão de seis anos ao recordista dos 10 km Rhonex Kipruto.

