sexta-feira 27, março, 2026 - 19:45

Brasília

Polícia Civil realiza operação contra falso de leilão de veículos

Quatro pessoas foram presas nesta quinta-feira (26) durante uma operação que tenta desm

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Quatro pessoas foram presas nesta quinta-feira (26) durante uma operação que tenta desmontar uma quadrilha especializada no golpe do falso leilão de veículos e que teria movimentado mais de R$ 500 milhões nos últimos 5 anos.

A operação conjunta da polícia civil de Minas Gerais, com a polícia civil de São Paulo, cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão na cidade de São Paulo, Santo André, São Caetano do Sul e Boituva.

Além das prisões, foram apreendidos celulares, computadores, dinheiro, joias, veículos e documentos que serão periciados em busca de mais indícios dos crimes. Conforme a Polícia Civil de Minas, as investigações começaram em 2023 em Frutal, no Triângulo Mineiro, quando foram identificadas as primeiras vítimas do golpe. Ao longo das apurações, foram encontradas centenas de vítimas em várias regiões de Minas e também nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

Só em 2025, cerca de 250 pessoas foram lesadas, algumas com prejuízo de mais de R$ 200 mil. De acordo com as investigações, o grupo criminoso altamente estruturado e organizado criou diversos sites falsos que copiavam plataformas e empresas legítimas de leilão virtual de veículos. As páginas falsas eram divulgadas em mecanismos de busca na internet como Google e em redes sociais.

Depois que os interessados realizavam um lance pelo veículo, eram direcionados a aplicativos e mensagens em instruídos a fazer o pagamento via Pix para contas bancárias de empresas de fachada ou de pessoas que atuavam como laranjas no esquema. O grupo criminoso utilizou cerca de 30 empresas fictícias para operar os golpes. Desde o início das investigações, 56 pessoas suspeitas de participação no esquema foram identificadas. 36 tiveram prisão preventiva determinada pela justiça.

Cerca de R$ 41 milhões em recursos financeiros e bens foram bloqueados e sequestrados por ordens judiciais.




Fonte GDF

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