De ovos artesanais a cestas personalizadas e presentes temáticos, o período movimenta diferentes segmentos e abre espaço para novos empreendedores.
Há poucas semanas da Páscoa, períodoum período de origem religiosa ligado à tradição cristã, o consumo no Brasil passa por um aumento significativo que movimenta diferentes setores da economia. Tradicionalmente associada ao chocolate, a celebração abre espaço também para novos tipos de produtos e oportunidades para empreendedores.
Muitos negócios, principalmente os de pequeno porte, aproveitam o momento para lançar produtos, testar ideias e aumentar a renda em um curto período de tempo. Além dos tradicionais ovos de chocolate, cresce a procura por produtos como ovos artesanais, doces personalizados, cestas temáticas, lembranças, itens decorativos e até combinações com outros produtos, como vinhos e presentes voltados à experiência.
Para o empresário Urandir Fernandes de Oliveira, fundador de 18 empresas em diferentes segmentos, que vão de vinhos a cosméticos, esse cenário mostra como o empreendedor precisa ir além do óbvio e entender o contexto de cada período. “Datas sazonais são oportunidades claras para o empreendedor diversificar. Claro, vai muito além do que apenas vender o produto tradicional, mas de entender o comportamento do consumidor naquele momento e oferecer algo que faça sentido para a ocasião”, afirma.
Ainda neste ano, a indústria percebe a diversificação como principal estratégia. Segundo dados da Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas), mais de 130 novos produtos foram lançados para a Páscoa na tentativa de atrair diferentes perfis de consumidores.
Mas o impacto não se limita às grandes empresas. Pequenos negócios também se beneficiam desse período. Em anos anteriores, levantamentos do Sebrae já indicaram que a Páscoa movimenta milhares de empreendedores, especialmente nas áreas de alimentação, artesanato e produtos personalizados.
Esse comportamento, segundo Urandir, exige mais do que iniciativa, exige estratégia e leitura rápida do mercado, principalmente em períodos curtos como esse. “Independente de ser uma grande empresa ou não, um erro comum de quem começa é investir tudo em volume sem testar antes. O ideal é começar com produções menores, observar a aceitação e ajustar rápido. Isso evita prejuízo e ajuda a entender o que realmente funciona. O período passa rápido, então quem consegue tomar decisões ágeis durante esse momento sai na frente. No fim, tudo passa por saber explorar isso de forma estratégica”, finaliza.
Fonte: Especialista em empreendedorismo e finanças Urandir Fernandes de Oliveira

