Oscar Schmidt, maior cestinha da história do basquete brasileiro, morreu nesta sexta-feira (17) em decorrência de uma parada cardiorrespiratória, informou a Prefeitura de Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo.
O jogador, que tinha 68 anos, vivia no distrito de Alphaville, passou mal em casa e foi levado pelo serviço de resgate para o Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, aonde chegou já sem vida, de acordo com a prefeitura.
“A Prefeitura de Santana de Parnaíba manifesta profundo pesar pelo falecimento de Oscar Schmidt, considerado o maior jogador de basquete da história do Brasil”, diz comunicado da gestão municipal.
Em redes sociais, a família de Oscar anunciou que a despedida ocorreu em cerimônia privada, ainda na sexta-feira, reservada para parentes próximos, e pediu respeito à privacidade.
Desde 2011, Oscar lidava com um câncer no cérebro. Passou por cirurgias para remover tumores, e por anos fez rodadas de quimioterapia. Em 2022, Oscar tomou a decisão de interromper o tratamento. “Parei. Eu mesmo decidi parar”, disse em entrevista. Segundo ele, a experiência com a doença havia mudado sua relação com a morte.
Já em 2014, nos Estados Unidos, o Mão Santa relatou ter sofrido uma arritmia, em um episódio que não teve relação com o câncer. Em 2015, durante sabatina olímpica realizada na Folha, ele disse que pensou que iria morrer.
“Minha respiração travou, vomitei muito, fui para o hospital e fizeram um procedimento em que ‘matam e ressuscitam’”, disse o ex-jogador ao jornal em novembro de 2015.
Oscar deixa a mulher, Cristina, e os filhos Felipe e Stephanie.

