terça-feira 7, abril, 2026 - 5:24

Brasília

Irã e EUA rejeitam proposta de cessar-fogo feita pelo Paquistão

A segunda-feira (6) começou com a rejeição do Irã à proposta de cessar-fogo feita pe

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A segunda-feira (6) começou com a rejeição do Irã à proposta de cessar-fogo feita pelo Paquistão. Teerã afirma que quer acabar com a guerra de forma definitiva, por isso é contra uma trégua temporária. O Paquistão previa um cessar-fogo de 45 dias. Os Estados Unidos também rejeitaram a tentativa de acordo. Segundo o presidente do país, Donald Trump, Teerã fez uma proposta significativa, mas não boa o suficiente. Com a negativa dos dois países, o preço do petróleo voltou a subir.

Ultimato

No domingo (5), Trump já havia dado um ultimato ao Irã. Afirmou que, caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto até amanhã (7) à noite, todas as pontes do país serão dizimadas e todas as usinas de energia estarão demolidas à meia-noite de terça-feira. Hoje, o norte-americano acrescentou que os Estados Unidos podem tomar o Irã inteiro amanhã.

A destruição de infraestrutura civil é considerada crime de guerra. Perguntado se não se preocupava com isso, Trump respondeu: “Não. Eles mataram manifestantes, eles são animais”.

O porta-voz das Nações Unidas afirmou que a organização está alarmada com as ameaças feitas por Trump e reiterou que ataques a infraestruturas civis violam o direito internacional.

Israel

Mesmo se houvesse acordo, não há garantias de que o conflito na região chegue ao fim. Segundo a agência de notícias Reuters, o acordo do Paquistão não cita Israel, que segue bombardeando tanto o Irã quanto o Líbano e já empreende uma investida por terra no sul da República Libanesa, a exemplo do que fez em Gaza.

Hoje, Israel voltou a bombardear o complexo petroquímico de South Pars, no Irã. O local é considerado o maior campo de gás do mundo. Esta é a segunda vez que Israel bombardeia o local. Da primeira vez, os Estados Unidos condenaram o ataque e garantiram ao Irã que não haveria novas ofensivas contra o complexo.

*Com informações da agência Reuters




Fonte GDF

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