O técnico Gennaro Gattuso pediu desculpa pela queda da Itália na repescagem da Copa do Mundo de 2026. A equipe perdeu nos pênaltis para a Bósnia, fora de casa, após empate por 1 a 1, e ficou fora do principal torneio de futebol do mundo pela terceira edição consecutiva.
Os tetracampeões mundiais abriram o placar no início, porém se complicaram com a expulsão de do zagueiro Bastoni no final do primeiro tempo. A equipe bósnia buscou o empate na etapa final e, após uma prorrogação sem gols, foi mais feliz nos tiros da marca penal: 4 a 1.
“Hoje os meninos não mereciam um castigo desses”, disse Gattuso, com lágrimas nos olhos, à RAI.
“Ficamos com dez jogadores, tivemos três chances razoáveis, e eles mal nos ameaçaram. Sinto muito, isso é futebol, tenho orgulho dos meus meninos. Dói, porque precisávamos disso para nós, para toda a Itália e para o nosso movimento. Um golpe difícil de digerir”, acrescentou.
Gattuso e seus atletas reclamaram bastante quando uma falta de Tarik Muharemovic na entrada da área rendeu apenas um cartão amarelo no início da prorrogação. Após o duelo, porém, o treinador preferiu não se estender em comentários sobre decisões da arbitragem.
“Não quero falar sobre nada, mas hoje foi injusto. Estou no mundo do futebol há anos, às vezes me alegrei e hoje levo uma surra. Estamos falando pela enésima vez que não vamos à Copa do Mundo. Peço desculpas por não ter conseguido, mas os meninos me impressionaram hoje.”
‘Meu futuro não é importante’
Gattuso, que substituiu Luciano Spalletti no início da campanha das Eliminatórias após a derrota para a Noruega, foi questionado sobre seu futuro.
“Hoje falar sobre meu futuro não é importante, importante era ir à Copa do Mundo”, respondeu.
O presidente da FIGC (Federação Italiana de Futebol), Gabriele Gravina, afirmou que pediu a Gattuso para continuar.
“Permitam-me parabenizar os meninos. Nos últimos meses eles tiveram um crescimento incrível, muitos de vocês não puderam apreciar o clima e a atmosfera”, afirmou o dirigente..
“Quero parabenizar Rino Gattuso. Ele é um grande técnico, pedi a ele que continue no comando com esses meninos. Há pouco a comentar, o técnico os chamou de heroicos. Depois, entendo que há várias avaliações a ser feitas.”
O próprio Gravina está sob extrema pressão à frente do futebol italiano, dados os repetidos fracassos.
“Para a parte política, há um lugar para fazer as avaliações, que é o Conselho Federal. Já decidi convocá-lo na próxima semana, haverá avaliações feitas internamente. Entendo o pedido de renúncia dada a situação, mas há um lugar adequado para fazer as avaliações”, concluiu Gravina.

