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Escola traz experiência de esquiar entre quatro paredes – 15/04/2026 – É Logo Ali

Você já pensou em esquiar ou praticar snowboard sem sair de São Paulo? Vá lá que nev

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Você já pensou em esquiar ou praticar snowboard sem sair de São Paulo? Vá lá que neve por aqui não é muito frequente desde a última era do gelo. Mas, se não dá para vestir aquela linda roupinha colorida que a gente vê nos vídeos das estações de esqui badaladas, pelo menos dá para ter um gostinho de como é a sensação de descer por uma encosta nevada, quer dizer, quase isso.

A Born to Ski, uma academia localizada na Vila Olímpia, zona oeste de São Paulo, é uma instalação dedicada a reproduzir os movimentos de esqui ou snowboard em rampas que têm nove metros de comprimento por cinco metros de largura e oferecem vários graus de inclinação para turbinar as manobras do usuário. O sócio do empreendimento Marco Antonio Parizotto importou equipamentos da Holanda e oferece aulas desses dois esportes tanto para quem nunca viu neve na vida como para quem já tem intimidade com as atividades mas quer se aperfeiçoar ou, no mínimo, não perder o jeito.

Segundo Parizotto, a iniciativa foi tão bem sucedida que a agenda da unidade tem 70% de seus horários ocupados, mesmo com cada aula custando R$ 350,00. Mas ele conta que no início tudo eram dúvidas para um investimento de R$ 10 milhões.

“Nossa primeira dúvida era saber se as pessoas iriam gostar de treinar indoor, e a segunda se aquilo iria realmente funcionar quando essas pessoas fossem para a neve”, conta o empresário, que já se prepara para abrir mais uma unidade no bairro de Pinheiros.

Para alívio do empreendimento, o feedback dos alunos que tiveram aulas e foram para estações de esqui “foi maravilhoso” e ele aponta a relação custo/benefício da prática lembrando que a média de valor cobrado para um dia de esqui nas pistas europeias é de 800 euros (R$ 4.700 no câmbio aproximado). “E uma hora de pista indoor equivale a um dia inteiro nas montanhas”, assegura. Ele ressalta ainda que, apesar de se tratar de um esporte que embute algum risco e várias quedas na natureza, na prática indoor “só houve cinco casos de quedas mais graves entre os mais de 6.000 alunos que passaram” pela unidade.

“Gente que nunca tinha esquiado e treinou conosco dez aulas, foi direto para uma pista azul, os instrutores não acreditavam que eles nunca haviam pisado na neve”, acrescenta. Para os não iniciados, vale lembrar que pistas de esqui são classificadas pelo seu nível de dificuldade, e azul é considerada entre fácil e intermediária. Dá para não pagar de leigo de todo, vai.

O principal diferencial que Parizotto aponta no simulador —que ele não gosta de chamar de simulador— é o fato de que cada aluno tem um instrutor todo o tempo acompanhando cada movimento, além de um grande espelho no fundo da sala onde se pode conferir a postura. “Além disso, você tem todos os aparatos de segurança que dão confiança para quem nunca esquiou começar devagarinho e evoluir, não vai ter que chegar na montanha e se perguntar ‘e agora, o que é que eu faço'”, explica.

Quem concordou com ele no dia em que a coluna foi conhecer a engenhoca foi Thiago Rolim, 45, CEO de uma empresa que terceiriza serviços para a área de saúde e praticante de snowboard há sete anos e que iniciou no esporte a mulher e as duas filhas, de 4 e 7 anos. “Aqui é muito mais difícil que na montanha, exige muito mais de energia e o ganho técnico é considerável”, afirmou.


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