O Distrito Federal decidiu aderir ao acordo proposto pelo governo federal para reduzir o preço do diesel. A mudança de posição do governo distrital foi confirmada em nota, nesta quarta-feira, 1.
De acordo com a mensagem, a medida quer amenizar os efeitos da alta dos combustíveis sobre a economia local. O DF depende do abastecimento externo e do transporte rodoviário, com impacto direto sobre custos logísticos, inflação regional e preços ao consumidor.
O texto afirmou que o assunto foi tratado entre a governadora do DF Celina Leão e o ministro da Fazenda Dario Durigan numa ligação na última segunda-feira. Os dois ainda conversaram sobre a situação do BRB, o Banco de Brasília.
Nessa terça, o Ministério da Fazenda e os estados anunciaram um acordo para diminuir o preço do diesel aos consumidores. A proposta prevê uma redução de R$ 1,20 por litro, dividida pela metade entre governos federal e estaduais. 80% dos governadores haviam sinalizado que iriam aderir.
De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, desde o começo da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, dia 28 de fevereiro, o diesel registrou cinco altas seguidas.
O Sindicombustíveis, o sindicato que representa os postos de combustíveis, diz que a decisão do governo distrital é positiva. No entanto, a proposta depende de variáveis como origem do produto, volume importado, custos logísticos e gestão de estoques — o que impede qualquer efeito imediato na bomba. Além disso, ainda não está claro se a subvenção vai funcionar com repasse direto ou crédito posterior às distribuidoras.

