O Dia Internacional do Esporte para o Desenvolvimento e a Paz é comemorado nesta segunda-feira, 6 de abril. Instituído pelas Nações Unidas, o tema deste ano é “Esporte: Construindo Pontes, Rompendo Barreiras”.
A data destaca a prática esportiva como forma de promover conexão, inclusão e paz em um mundo cada vez mais fragmentado. Tudo isso por meio de uma linguagem universal, que ultrapassa fronteiras sociais e culturais. Segundo a ONU, mais do que uma competição, o esporte atua como um agente de transformação social.
Um projeto no Distrito Federal comprova essa tese. Há 45 anos, o Centro de Atletismo de Sobradinho (Caso) desenvolve um projeto social, beneficiando crianças carentes e atletas de alto rendimento. O projeto já formou cerca de 7 mil esportistas.
Entre eles, a primeira brasileira vencedora da Corrida de São Silvestre, Carmen de Oliveira, e o medalhista olímpico da marcha atlética, Caio Bonfim. O idealizador e coordenador do projeto, João Sena, destaca a importância do esporte.
“Está no nosso lema: inclusão social, cidadania e transformação. Eu trabalho com meninos extremamente carentes. É inacreditável que em Brasília, 2026, ainda venha crianças e adolescentes para lanchar. Então é o seguinte, é taxativo: transforma mesmo. É como se o garoto visse a única luz do fim do túnel.”
João Sena fala sobre a contribuição do esporte para o desenvolvimento.
“Uma das coisas mais bonitas que eu acho é a mudança do caráter, do comportamento do garoto. Porque eles começam a entender que estão jogando no time errado. Aí ele vê os colegas dando exemplo, ganhando coisas. Estão aqui, o garoto com tênis da Puma. A Puma fez o contrato com o Caio [Bonfim], e uma das contrapartidas deles é dar 200 pares de ténis para a nossa equipe. Nós distribuímos com a garotada.”
Segundo a ONU, o Dia Mundial do Esporte reafirma o compromisso de construir um futuro mais sustentável e justo por meio do esporte. Além disso, contribui para conectar comunidades e gerações, reduzindo o isolamento de grupos marginalizados. Dessa forma, cria espaços seguros para o diálogo, a solidariedade e o respeito mútuo.

