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Corinthians feminino testa sua força na Copa dos Campeões – 27/01/2026 – Esporte

Não há no futebol da América do Sul nos últimos dez anos uma equipe tão dominante qu

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Não há no futebol da América do Sul nos últimos dez anos uma equipe tão dominante quanto a feminina do Corinthians. As “Brabas”, como são chamadas as jogadoras alvinegras, ganharam múltiplas vezes os torneios que atualmente fazem parte do calendário da modalidade no continente.

Houve reveses, é claro, mas elas construíram um retrospecto impressionante desde a reativação do time preto e branco das mulheres, em 2016. Foram, entre outros títulos, sete do Campeonato Brasileiro (2018, 2020, 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025), três da Supercopa do Brasil (2022, 2023 e 2024) e seis da Copa Libertadores (2017, 2019, 2021, 2023, 2024 e 2025).

Não existia no cronograma da Fifa (Federação Internacional de Futebol), porém, um campeonato em que o Corinthians pudesse enfrentar algumas das principais potências do futebol feminino, que tem ligas fortes na Europa e nos Estados Unidos. Agora, há a Copa dos Campeões.

O formato é similar ao da Copa Intercontinental masculina, com um representante da cada confederação continental. Na disputa atual, o Wuhan Jiangda, da China, já eliminou o Auckland United, da Nova Zelândia, e foi eliminado pelo AS FAR, de Marrocos.

O AS FAR chegou, assim, à fase final, que ocorrerá em Londres, na Inglaterra. Seu adversário nas semifinais será o inglês Arsenal, campeão europeu. Do outro lado da chave, o Corinthians enfrentará o Gotham FC, dos Estados Unidos, campeão na disputa das Américas Central e do Norte.

“A gente já sonhava com este momento fazia tempo”, afirmou Ana Vitória, que é uma recém-chegada e também um velho membro do projeto feminino alvinegro.

A meio-campista, hoje com 25 anos, defendeu a equipe em 2017 e 2018, antes de construir uma carreira na Europa, com as camisas de Benfica, Paris Saint-Germain e Atlético de Madrid. Acaba de voltar, ciente de que o sucesso preto e branco na América do Sul gera curiosidade nas atletas que atuam no Velho Continente.

“Muitas jogadoras perguntam. E eu demonstro a elas o que é o Corinthians. Sou corinthiana, sempre tive muito orgulho do que o clube fez pelo futebol feminino do Brasil. É um clube que coloca 40 mil pessoas na arena. Respondo sempre com muito orgulho”, afirmou.

Boa parte desse sucesso foi construída sob a direção técnica de Arthur Elias, que deixou o time em 2023 para assumir a seleção brasileira. Ele está em Londres para assistir à Copa dos Campeões e observar várias de suas ex-comandadas –e algumas atuais, pois frequentemente convocadas para a formação nacional.

Com Lucas Piccinato, escolhido para suceder Elias, a rotina de conquistas foi mantida, embora tenha havido duras derrotas. Na decisão do último Campeonato Paulista, por exemplo, em dezembro de 2025, o alvinegro, desfalcado, levou 5 a 1 do Palmeiras no primeiro jogo –venceu o segundo por 1 a 0 e foi vice-campeão.

Não é em seu melhor momento que o Corinthians chega à Copa dos Campeões. Mas, para participar do certame da Fifa, o clube foi atrás de reforços, caso da já citada Ana Vitória, da venezuelana Dayna Rodríguez e das colombianas Paola García e Gisela Robledo.

Em caso de triunfo sobre o Gotham FC no Gtech Community Stadium, a equipe disputará a decisão no domingo (1º), no Emirates Stadium, a casa do Arsenal, com capacidade para mais de 60 mil espectadores. O torneio distribuirá US$ 2,3 milhões (R$ 12,1 milhões) ao campeão, US$ 1 milhão (R$ 5,3 milhões) ao vice e US$ 200 mil (R$ 1,1 milhão) aos eliminados nas semifinais.



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