sábado 18, abril, 2026 - 5:40

Brasília

“Cesta de 3 pontos! Do Mão Santa!”: comentaristas celebram Oscar

A morte de Oscar Schmidt repercutiu entre comentaristas de esporte, como Juca Kfouri, Jos

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A morte de Oscar Schmidt repercutiu entre comentaristas de esporte, como Juca Kfouri, José Trajano e Lúcio de Castro.

Os três apresentam o programa de esporte aqui na Rádio Nacional e da TV Brasil, Trio de Ataque.

Juca Kfouri lembrou o motivo do jogador ter se recusado a jogar na liga americana de basquete, a NBA.

“Oscar Schmidt foi um jogador brasileiro que se recusou a jogar na NBA porque, com isso, teria que não mais jogar na seleção brasileira porque, à época, nas Olimpíadas, se exigia que os jogadores fossem amadores e a NBA era profissional. Oscar Schmidt é daqueles gigantes que ficam pra sempre. Daqui a 100 anos alguém estará lembrando da obra, da vida, do que foi o extraordinário jogador de basquete, Oscar Schmidt. Um lutador que não desistiu, jamais de viver. Hoje, encontra seu fim, mas deixa um legado que pouquíssimas pessoas na face da terra são capazes de deixar”.

Para Lúcio de Castro, Oscar Schmidt era um gigante.

“Oscar vai, fica a lenda. Nesse caso, falar isso é muito acima de um chavão. Uma máquina de fazer cesta. E, como todo gigante, um absoluto obcecado. Ficava horas de uma quadra arremessando. Eu tive a oportunidade de ver isso in loco, na passagem dele pelo Flamengo. É curioso pensar que, em algum momento, já mais pro fim da carreira, falou-se que o basquete dele já estava ultrapassado, que já não era possível ter um jogador chutando de fora o tempo inteiro. E aí aparece um gênio, como Stephen Curry, fazendo o que Oscar fazia há décadas. E falavam, naquele momento, que era ultrapassado. E era absolutamente revolucionário”.

José Trajano lembrou de alguns dos feitos históricos do atleta.

“Houve um jogo, contra a Espanha, que ele fez 55 pontos. Vejam só. Oscar participou daquela histórica vitória, em Indianápolis, sobre a seleção norte-americana no Panamericano. Foi campeão mundial de clubes. Oscar foi extraordinário, deixa um legado enorme. O Mão Santa foi demais. É um nome inesquecível na história do basquete. Cesta! De três pontos. De quem? Do Mão Santa”.

Em comentário enviado à Rádio Nacional, Hortência Marcari, que jogou na mesma época de Oscar, lamenta a perda de um ídolo.

“Infelizmente nós perdemos um ídolo, que foi referência para a minha geração. Um atleta que tinha o patriotismo estampado em seu rosto. Determinado, destemido. Tenho muito orgulho de ter sido sua amiga. E, hoje, eu sinto, porque um ídolo é eterno. Mas, infelizmente, ele não é. Vai com Deus, Oscar. Mas você deixa um legado muito importante para nós, brasileiros. só tenho a agradecer”.

A gente aqui da Rádio Nacional deixa os nossos sentimentos e orações para a família de Oscar Schmidt!




Fonte GDF

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