sexta-feira 29, maio, 2026 - 15:48

Brasil Hoje

Carga tributária sobre a renda bate recorde em 2025

Um novo levantamento realizado pelo Portal da Reforma Tributária com base em dados do Te

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Um novo levantamento realizado pelo Portal da Reforma Tributária com base em dados do Tesouro Nacional mostra que a carga tributária federal sobre renda, lucros e ganhos bateu recorde em 2025 –representando 9,16% do Produto Interno Bruto (PIB).

A carga tributária é a proporção de toda a riqueza produzida no país arrecadada pelo governo com impostos, taxas e contribuições.

O movimento foi muito influenciado pelo recorde no indicador do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF). Segundo especialistas, o movimento foi influenciado pelo mercado de trabalho fortalecido.

Profissionais consultados pelo Portal tentaram responder a uma dúvida: como se comportará a carga tributária sobre renda, lucros e ganhos agora que o país isentou de IR (Imposto de Renda) quem recebe até R$ 5.000 ao mês e adotou a tributação de dividendos, além do inédito Imposto Mínimo.

O CEO da Quality Tax, Genildo Rosales, aposta que haverá uma alta em 2026 mesmo com a promessa de que a reforma da renda seja neutra do ponto de vista fiscal. Segundo o especialista, o corte linear de 10% nos benefícios fiscais deve incrementar o indicador. Ele acrescenta que a majoração de 10% na cobrança sobre a parcela da receita bruta que ultrapassou R$ 1,25 milhão por trimestre no Lucro Presumido. Todas essas medidas vieram por meio de uma lei complementar (LC 224 de 2025).

“Tivemos um incremento recente, com a mudança da norma, tanto para o aumento de presunção do Imposto de Renda e contribuição social, quanto pela criação da tributação de dividendos, que antes eram isentos”, explicou.

João Pedro Leme, da Tendências Consultoria, ressalta que ainda é cedo para fazer uma previsão. Porém, cita que a arrecadação atual com a tributação de dividendos não tem sido performada com tanta intensidade no começo de 2026.

“O efeito aqui ainda não é muito claro, sobretudo pelo fato de que, com o anúncio da reforma [da renda] no ano passado, houve um adiantamento muito significativo da distribuição de dividendos. Então, não estamos vendo, nesse momento pelo menos, uma grande arrecadação com isso”, diz o consultor da Tendências.

Os dados mais recentes da Receita Federal mostram que o governo arrecadou R$ 885 milhões com a tributação de dividendos em 2026 até abril. Isso é só 2,5% do total esperado com todas as compensações do novo Imposto de Renda, estimado pela equipe econômica em aproximadamente R$ 34 bilhões.

A sócia consultora do Instituto de Finanças Públicas e ex-secretária de Economia de Goiás, Selene Nunes entende que o IRPJ (Imposto de Renda sobre a Pessoa Jurídica) deve sair fortalecido com a reforma da renda. Para ela, o efeito será “distributivo”.

“Tem um efeito distributivo. Tenta desonerar quem ganha menos de R$ 5.000. Isso tem uma perda de Imposto de Renda. Mas, por outro lado, procura tributar mais empresas. Então, para o IRPJ, o movimento é o contrário”, explica.

Fonte: Portal da Reforma Tributária





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